PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em relação ao distúrbio motor do esôfago Acalásia, assinale a alternativa CORRETA.
Acalásia Grau III → Cardiomiotomia à Heller + Válvula antirrefluxo é o tratamento de escolha.
A acalásia é causada pela destruição dos plexos mioentéricos, resultando em hipertonia do EEI e aperistalse. O tratamento cirúrgico (Heller) visa reduzir a pressão do esfíncter, sendo indicado em casos avançados ou refratários.
A acalásia é uma patologia neuromuscular idiopática ou secundária (como na Doença de Chagas). O diagnóstico padrão-ouro é a manometria esofágica, que demonstra a ausência de relaxamento do EEI e aperistalse. A classificação radiológica (Mascarenhas) divide o megaesôfago em graus I a IV baseada no diâmetro e morfologia. O tratamento é paliativo, visando reduzir a resistência à passagem do bolo alimentar; as opções variam de dilatação pneumática e POEM (Peroral Endoscopic Myotomy) até a cirurgia de Heller e, em casos terminais (Grau IV/Sigmoide), a esofagectomia.
A acalásia é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela perda seletiva de neurônios inibitórios (que liberam óxido nítrico e VIP) no plexo mioentérico de Auerbach. Isso resulta na falha do relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) durante a deglutição e na ausência de peristalse no corpo esofágico. Clinicamente, manifesta-se por disfagia progressiva, regurgitação e perda de peso.
A cardiomiotomia à Heller (geralmente associada a uma válvula antirrefluxo para prevenir esofagite pós-operatória) é indicada como tratamento definitivo para pacientes com acalásia, especialmente naqueles com megaesôfago grau II e III, ou em casos onde a dilatação pneumática falhou. Consiste na secção das fibras musculares da transição esofagogástrica.
Pacientes com acalásia de longa data apresentam um risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma espinocelular (escamoso) do esôfago, devido à estase alimentar crônica e inflamação da mucosa. Embora menos comum, o adenocarcinoma também pode ocorrer, especialmente se houver desenvolvimento de esôfago de Barrett secundário ao refluxo pós-procedimentos terapêuticos.
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