UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
As causas externas, violências e acidentes são hoje, no Brasil, a maior causa de morte a partir do segundo ano de vida. As violências são importante fator de morbidade entre as crianças e adolescentes, incluindo a violência sexual, sendo necessário que o profissional esteja preparado para a identificação do risco para os maus-tratos. Assim, assinale a alternativa CORRETA com relação ao abuso sexual em crianças.
Abuso sexual infantil: A maioria dos casos ocorre por agressor conhecido da criança/família, não por estranhos.
É um equívoco comum pensar que o abuso sexual infantil é predominantemente perpetrado por estranhos. Levantamentos epidemiológicos consistentemente mostram que a maioria dos agressores são pessoas do círculo de confiança da criança, como familiares ou conhecidos, o que dificulta a identificação e denúncia.
O abuso sexual infantil é uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública com profundas e duradouras consequências para as vítimas. No Brasil, assim como em muitos países, as violências e acidentes são causas significativas de morbidade e mortalidade em crianças e adolescentes, e o abuso sexual se insere nesse contexto. É crucial que profissionais de saúde estejam aptos a identificar sinais de risco e suspeita de maus-tratos. Levantamentos epidemiológicos consistentemente demonstram que, ao contrário do senso comum, a maioria dos casos de abuso sexual infantil é perpetrada por indivíduos conhecidos da criança e da família, e não por estranhos. Isso ressalta a complexidade da situação e a necessidade de uma abordagem sensível e investigativa. A definição de pedofilia refere-se à atração sexual por crianças, sendo uma parafilia, e não depende do consentimento da criança, que é legalmente incapaz de consentir. O abuso sexual inclui qualquer situação em que a criança é usada para gratificação sexual de um adulto ou adolescente, e a legislação brasileira (como o Art. 217-A do Código Penal, estupro de vulnerável) tipifica como crime a conjunção carnal ou ato libidinoso com menores de 14 anos, independentemente de consentimento, reforçando a proteção integral da criança.
Sinais de alerta incluem mudanças comportamentais (ansiedade, agressividade, isolamento), queixas somáticas inespecíficas, regressão de marcos do desenvolvimento, medo de pessoas específicas e conhecimento sexual inapropriado para a idade.
A maioria dos agressores são pessoas conhecidas e de confiança da criança e da família, como pais, padrastos, avós, tios, vizinhos ou amigos próximos, o que torna a identificação mais complexa.
A legislação brasileira, especialmente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código Penal, tipifica diversas formas de abuso sexual contra menores, como estupro de vulnerável, com penas severas, e considera a conjunção carnal ou ato libidinoso com menores de 14 anos como estupro, independentemente de consentimento.
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