UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2016
Após seis meses trabalhando na equipe de saúde de família, você se depara com um caso antes nunca visto: D. Roseli traz a filha de 5 anos, Vitória, pois suspeita de que a menor está sendo abusada sexualmente pelo sobrinho de 15 anos que toma conta dela em alguns momentos enquanto a mãe vai trabalhar. A menina lhe fala que brinca de "papai e mamãe" com o primo, sem maiores detalhes. Em relação às situações de violência e de abuso infantil, assinale a alternativa correta.
Abuso infantil: agressor geralmente é conhecido da família, abuso repetitivo e de difícil detecção.
A suspeita de abuso sexual infantil exige notificação compulsória ao Conselho Tutelar, independentemente dos achados do exame físico. O agressor é frequentemente alguém próximo à criança, e a detecção pode ser tardia.
O abuso sexual infantil é uma grave violação dos direitos humanos da criança, com profundas e duradouras consequências físicas, psicológicas e sociais. É um problema de saúde pública de alta prevalência, muitas vezes subnotificado devido à complexidade do tema e ao medo das vítimas e famílias. A suspeita de abuso deve sempre ser levada a sério e investigada com sensibilidade e rigor. O diagnóstico de abuso sexual infantil não se baseia apenas em achados de exame físico, que podem estar ausentes, especialmente em abusos crônicos. Sinais comportamentais, queixas inespecíficas e relatos da criança, mesmo que velados, são cruciais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece a notificação compulsória de qualquer suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes, sendo um dever de profissionais de saúde e educação. A conduta diante de uma suspeita envolve acolhimento, proteção da criança, avaliação médica e psicossocial, e a notificação imediata aos órgãos de proteção (Conselho Tutelar). É fundamental que o profissional de saúde esteja ciente de que o agressor é, na grande maioria dos casos, uma pessoa conhecida e de confiança da família, o que torna o ambiente doméstico um local de risco e a detecção do abuso um processo longo e doloroso.
Sinais podem incluir mudanças comportamentais (ansiedade, agressividade), queixas físicas inespecíficas, dificuldade para dormir, medo de pessoas conhecidas e, em alguns casos, lesões genitais ou anais.
A conduta inclui acolhimento da criança e família, exame físico detalhado (com registro), notificação compulsória ao Conselho Tutelar e encaminhamento para equipe multiprofissional especializada.
Na maioria dos casos, o agressor é uma pessoa conhecida da criança e da família, frequentemente um membro da própria família ou alguém próximo, o que dificulta a denúncia e o descobrimento.
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