Abuso Sexual: Abordagem Médica e Profilaxia de DSTs

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022

Enunciado

Sobre a abordagem aos casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) Realizar pesquisa de Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis em secreção de vagina, endocérvice e/ou reto.
  2. B) Fazer coleta imediata de sangue para sorologia DST’s.
  3. C) Realizar agendamento do retorno para acompanhamento psicológico e realização de sorologia para sífilis após 3 meses.
  4. D) Considerar que o encaminhamento ao IML compete à autoridade policial.

Pérola Clínica

Abuso sexual: sorologia para sífilis deve ser feita imediatamente e repetida em 3 e 6 meses, não apenas após 3 meses.

Resumo-Chave

Na abordagem de abuso sexual, a sorologia para sífilis deve ser coletada imediatamente para baseline e repetida em 3 e 6 meses, não apenas após 3 meses, para monitorar a soroconversão. O acompanhamento psicológico é fundamental, mas a sorologia tem um protocolo específico de seguimento.

Contexto Educacional

A abordagem a casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes exige uma atuação multidisciplinar e sensível, focada na proteção da vítima e na prevenção de danos à saúde física e mental. O profissional de saúde tem um papel crucial na identificação, acolhimento, tratamento e encaminhamento adequado, seguindo protocolos específicos para garantir a melhor assistência. O diagnóstico e a profilaxia de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são componentes essenciais da abordagem médica. Isso inclui a coleta imediata de amostras para pesquisa de Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis e sorologias para HIV, sífilis e hepatites. A profilaxia pós-exposição para HIV e hepatite B, bem como o tratamento empírico para gonorreia e clamídia, devem ser iniciados o mais rápido possível. O acompanhamento psicológico é fundamental para a recuperação da vítima, e o agendamento deve ser feito prontamente. Em relação à sífilis, a sorologia inicial serve como baseline, e repetições em 3 e 6 meses são necessárias para monitorar a soroconversão. O encaminhamento ao IML é responsabilidade da autoridade policial, mas o médico deve estar ciente de sua importância para a investigação forense e orientar a família ou responsáveis.

Perguntas Frequentes

Quais exames de DST devem ser realizados imediatamente após um caso de abuso sexual?

Devem ser realizadas pesquisas de Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis em secreções de vagina, endocérvice e/ou reto, além de sorologias para HIV, sífilis e hepatites B e C para estabelecer um baseline e iniciar a profilaxia adequada.

Qual a importância do encaminhamento ao IML em casos de abuso sexual?

O encaminhamento ao IML (Instituto Médico Legal) é crucial para a coleta de evidências forenses que podem ser utilizadas em processos legais. Embora a autoridade policial seja responsável pelo encaminhamento, o profissional de saúde deve orientar sobre a necessidade e a importância.

Quando deve ser repetida a sorologia para sífilis após um abuso sexual?

A sorologia para sífilis deve ser coletada imediatamente (baseline) e repetida em 3 e 6 meses após a exposição para detectar uma possível soroconversão, caso a profilaxia não tenha sido eficaz ou não tenha sido realizada, garantindo o diagnóstico e tratamento precoce.

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