UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
O abuso sexual de jovens e crianças é uma realidade que deve ser sempre lembrada no atendimento desta população. A alternativa que indica investigação e intervenção multidisciplinar focando no provável quadro de violência sexual, é:
Lesão verrucosa oral em criança sem pubarca → forte suspeita de abuso sexual (HPV).
A presença de lesões verrucosas (condilomas) em mucosas de crianças, especialmente na boca ou região genital, sem outros fatores de risco ou sinais de transmissão vertical, é um forte indicativo de infecção por HPV adquirida por contato sexual, sugerindo abuso.
O abuso sexual infantil é uma grave questão de saúde pública e um desafio complexo para os profissionais de saúde. É imperativo que médicos, especialmente aqueles que atuam na atenção básica e pediatria, estejam vigilantes para identificar sinais e sintomas que possam indicar violência sexual. A suspeita deve ser levantada em qualquer situação que não se encaixe nos padrões esperados para a idade ou desenvolvimento da criança, ou quando há inconsistências nos relatos. A fisiopatologia e o diagnóstico de abuso sexual frequentemente envolvem a identificação de lesões físicas ou infecções que são atípicas para a idade da criança. Lesões verrucosas (condilomas acuminados) em mucosas, como a oral ou genital, em crianças pré-púberes, são altamente sugestivas de infecção por HPV adquirida por contato sexual. A ausência de menarca ou pubarca na criança de 7 anos na questão reforça que a lesão não é um achado comum de desenvolvimento ou de transmissão vertical, que geralmente se manifesta em idades mais precoces. A conduta diante da suspeita de abuso sexual exige uma abordagem multidisciplinar e sensível. Além da avaliação médica detalhada e documentação das lesões, é crucial envolver psicólogos, assistentes sociais e o conselho tutelar para garantir a proteção da criança, o suporte emocional e a investigação legal. A notificação compulsória é obrigatória e essencial para a rede de proteção. A atenção aos detalhes e a capacidade de conectar achados clínicos a contextos sociais são habilidades indispensáveis para o residente.
Sinais físicos incluem lesões genitais ou anais, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), lesões orais (como condilomas), hematomas em locais atípicos, fraturas inexplicáveis e sangramentos.
Lesões verrucosas (condilomas) na boca de uma criança, especialmente se causadas por HPV, são um forte indicador de abuso sexual, pois a transmissão oral-genital é a via mais provável de contaminação por HPV em crianças sem pubarca.
A abordagem multidisciplinar (médicos, psicólogos, assistentes sociais, conselho tutelar) é fundamental para garantir a segurança da criança, oferecer suporte psicológico, realizar a investigação adequada e acionar os órgãos de proteção, minimizando o trauma e garantindo a integralidade do cuidado.
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