SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Uma paciente de 20 anos de idade deu entrada no pronto-socorro referindo ter sido vítima de abuso sexual há duas horas, com queixa de sangramento vaginal de pequena monta, associado a escoriações pelo corpo. Em relação ao atendimento das pacientes vítimas de abuso sexual, assinale a alternativa correta.
Vítima de abuso sexual: prioridade é acolhimento e atendimento médico imediato, incluindo profilaxias. A decisão de denunciar é da vítima.
O atendimento à vítima de abuso sexual deve priorizar o acolhimento, a assistência médica imediata para tratamento de lesões e profilaxias (DSTs, gravidez), e o suporte psicossocial. A decisão de registrar boletim de ocorrência é um direito da vítima e não deve condicionar o atendimento de saúde.
O atendimento à vítima de abuso sexual é uma situação complexa que exige uma abordagem multidisciplinar, humanizada e centrada na vítima. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam a importância do acolhimento, da privacidade e do respeito à autonomia da paciente. A violência sexual é uma emergência médica e psicossocial, e o tempo é um fator crítico para a eficácia de algumas intervenções. A prioridade no pronto-socorro é a assistência médica imediata, que inclui a avaliação e tratamento de lesões físicas, a coleta de material para exames laboratoriais (se a vítima consentir e dentro do tempo hábil), e a oferta de profilaxias. As profilaxias essenciais são para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como HIV (PEP - Profilaxia Pós-Exposição), sífilis, gonorreia e clamídia, além da contracepção de emergência para prevenir gravidez indesejada. É crucial que o atendimento médico não seja condicionado à realização de um boletim de ocorrência policial. A decisão de denunciar o agressor é um direito da vítima e deve ser respeitada. A equipe de saúde deve informar sobre os direitos da paciente e as opções legais, mas sem pressioná-la. O encaminhamento para o Instituto Médico Legal (IML) para o exame de corpo de delito é uma etapa importante para a investigação criminal, mas deve ser realizado após a estabilização clínica e com o consentimento da vítima.
A prioridade é o acolhimento humanizado, a avaliação clínica completa para identificar e tratar lesões, e a oferta de profilaxias para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gravidez, além de suporte psicossocial.
Não, a profilaxia para DSTs e gravidez deve ser oferecida e iniciada o mais rápido possível, independentemente da decisão da vítima em registrar ou não um boletim de ocorrência. O atendimento de saúde é incondicional.
O encaminhamento ao IML para exame de corpo de delito é importante para a coleta de provas e para o processo legal, mas deve ser feito após a estabilização clínica da paciente e com o consentimento dela. A decisão de denunciar e, consequentemente, ir ao IML, é da vítima.
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