HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Um professor percebe que um menino de 6 anos de idade está com um olho roxo. Quando questionado sobre como a lesão ocorreu, o menino afirma que o padrasto o agrediu. Ele é encaminhado ao serviço social e levado a um atendimento médico para sua avaliação adicional. No exame físico, ele tem um hematoma na área externa da órbita esquerda. Em uma inspeção cuidadosa, há 2 hematomas lineares na bochecha esquerda que se estendem até a orelha e 4 hematomas menores na parte superior do braço. No questionamento ativo, o menino declara que o padrasto o agarrou pelo braço e bateu em sua face por tê-lo perturbado enquanto assistia televisão. O menino também declara que há muitas discussões em casa, que seu padrasto é ameaçador e já espancou sua mãe e, se ele for desobediente, o padrasto agarra sua orelha e a torce até machucar. Assinale a alternativa que contenha somente fatores de risco para o abuso infantil:
Fatores de risco abuso infantil: condição socioeconômica desfavorável, má educação parental, baixo peso ao nascer.
O abuso infantil é multifatorial, envolvendo características da criança, dos pais/cuidadores e do ambiente. Fatores como pobreza, baixa escolaridade dos pais e vulnerabilidades da criança (ex: prematuridade) aumentam significativamente o risco.
O abuso infantil é um problema de saúde pública complexo, com graves consequências físicas, psicológicas e sociais para a criança. A identificação precoce de fatores de risco é fundamental para a prevenção e intervenção. Esses fatores podem ser categorizados em relacionados à criança, aos pais/cuidadores e ao ambiente socioeconômico e cultural, muitas vezes agindo em conjunto para aumentar a vulnerabilidade. Entre os fatores de risco relacionados à criança, destacam-se prematuridade, baixo peso ao nascer, deficiências físicas ou mentais e temperamento 'difícil'. Para os pais/cuidadores, histórico de abuso na infância, transtornos mentais, abuso de substâncias, baixa escolaridade e isolamento social são importantes. No contexto ambiental, a condição socioeconômica desfavorável, o estresse familiar crônico e a falta de redes de apoio são cruciais. Profissionais de saúde, especialmente residentes, devem estar atentos a esses indicadores e saber como proceder diante de uma suspeita de abuso. A notificação compulsória é um dever ético e legal, e a abordagem deve ser multidisciplinar, visando à proteção da criança e ao apoio à família. A compreensão desses fatores não só auxilia na resposta a casos de abuso, mas também na implementação de estratégias preventivas em comunidades vulneráveis.
Fatores de risco relacionados aos pais/cuidadores incluem histórico de violência na família, abuso de substâncias, transtornos mentais, baixa escolaridade, desemprego, isolamento social e falta de habilidades parentais adequadas.
Crianças com necessidades especiais, como deficiências físicas ou mentais, doenças crônicas, prematuridade, baixo peso ao nascer, ou aquelas que são percebidas como 'difíceis' (choro excessivo, hiperatividade), podem ter um risco aumentado de abuso.
Condições socioeconômicas desfavoráveis, como pobreza, moradia inadequada, desemprego e estresse financeiro, aumentam o risco de abuso infantil ao gerar maior estresse nos cuidadores e limitar o acesso a recursos de apoio e educação.
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