UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar que a alteração observada na avaliação radiológica do esqueleto, no lactente, que apresenta maior especificidade para fratura causada intencionalmente, corroborando a suspeita clínica de abuso, é a fratura:
Fratura posteromedial de costelas em lactente → alta especificidade para abuso infantil.
Fraturas de costelas, especialmente as posteromediais, são altamente sugestivas de abuso infantil devido ao mecanismo de lesão que requer força compressiva ou torcional significativa, incomum em acidentes domésticos.
O abuso infantil é uma preocupação séria na pediatria, e o reconhecimento precoce de suas manifestações é crucial. As lesões ósseas são as segundas manifestações mais comuns de abuso físico, perdendo apenas para as lesões de pele. A radiografia esquelética é uma ferramenta diagnóstica fundamental para identificar fraturas não acidentais em crianças, especialmente em lactentes. A fisiopatologia das fraturas por abuso envolve mecanismos de força excessiva, como torção, compressão ou impacto direto. Fraturas com alta especificidade para abuso incluem as fraturas metafisárias (lesões em 'canto' ou 'alça de balde'), fraturas de costelas (especialmente as posteriores e posteromediais), fraturas de escápula, esterno e vértebras. A suspeita deve ser levantada quando a história não é compatível com a lesão ou quando há múltiplas fraturas em diferentes estágios de cicatrização. O manejo de casos suspeitos de abuso infantil exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo pediatras, radiologistas, assistentes sociais e autoridades legais. O prognóstico depende da gravidade das lesões e da intervenção precoce para garantir a segurança da criança. É vital que os profissionais de saúde estejam aptos a identificar esses sinais para proteger as vítimas.
Fraturas com alta especificidade para abuso infantil incluem as fraturas metafisárias (lesões em 'canto' ou 'alça de balde'), fraturas de costelas (especialmente as posteriores e posteromediais), fraturas de escápula, esterno e vértebras.
Essas fraturas resultam de forças compressivas ou torcionais significativas aplicadas ao tórax, que são incomuns em acidentes domésticos e geralmente requerem manipulação violenta, como em casos de esmagamento ou sacudimento.
Outros sinais incluem múltiplas fraturas em diferentes estágios de cicatrização, fraturas em locais atípicos para acidentes (como esterno, escápula), e lesões cranianas complexas ou múltiplas.
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