PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
No diagnóstico de abuso e maus tratos contra a criança é correto afirmar que:
Demora em buscar atendimento ou história inconsistente → forte suspeita de abuso/negligência infantil.
A suspeita de abuso ou negligência infantil é um dever do pediatra. A notificação é compulsória baseada na suspeita, não na certeza. Inconsistências na história, demora em procurar ajuda e lesões incompatíveis com a idade ou mecanismo relatado são sinais de alerta cruciais.
O abuso e maus tratos contra a criança representam um grave problema de saúde pública e social, com impactos devastadores no desenvolvimento físico, emocional e psicológico da vítima. É fundamental que profissionais de saúde, especialmente pediatras, estejam aptos a identificar os sinais de alerta e a agir de forma protetiva. A epidemiologia mostra que, na maioria dos casos, os abusadores são pessoas conhecidas da criança, como familiares ou cuidadores, e não estranhos. O diagnóstico de abuso e negligência é complexo e raramente se baseia em um único sinal. A suspeita deve ser levantada diante de inconsistências entre a história relatada e as lesões apresentadas, lesões em diferentes estágios de cicatrização, lesões com padrões específicos (ex: marcas de cinto, queimaduras de cigarro), ou a demora injustificada em procurar atendimento médico. A criança pode apresentar alterações comportamentais, como medo, agressividade, regressão ou isolamento. A notificação compulsória é um pilar essencial na proteção da criança. No Brasil, a Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA) estabelece a obrigatoriedade da notificação de casos suspeitos ou confirmados de maus-tratos às autoridades competentes (Conselho Tutelar, Ministério Público). O papel do pediatra não é julgar, mas sim proteger, e a notificação baseada na suspeita é um ato de responsabilidade profissional e social.
Sinais de alerta incluem lesões com padrões incomuns ou em locais atípicos, múltiplas lesões em diferentes estágios de cicatrização, história inconsistente com a lesão, demora em procurar atendimento médico, alterações comportamentais na criança e isolamento social da família.
Não, o pediatra tem o dever legal e ético de notificar as autoridades competentes (Conselho Tutelar, Ministério Público) diante da suspeita de abuso ou negligência infantil, mesmo sem ter certeza absoluta. A notificação visa proteger a criança.
Queimaduras com padrões incomuns (ex: imersão), fraturas em crianças não deambuladoras ou com mecanismos de trauma duvidosos, equimoses em locais incomuns (tronco, orelhas, pescoço), lesões orais e genitais são manifestações comuns de abuso físico.
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