Abscesso Tuboovariano: Diagnóstico e Tratamento Hospitalar

UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 28 anos, Gesta I Para 0, apresentando queixa de febre e dor em baixo ventre. Ao exame ginecológico, apresenta dor à mobilização do colo uterino. Apresenta massa palpável e dolorosa em anexo esquerdo. A ultrassonografia evidencia abscesso tuboovariano esquerdo. Diante desse quadro, a conduta deve ser:

Alternativas

  1. A) Tratamento ambulatorial oral com ceftriaxone, doxiciclina e metronidazol.
  2. B) Internação e antibioticoterapia venosa com gentamicina e clindamicina.
  3. C) Internação e início de ceftriaxone e doxicilina oral.
  4. D) Internação antibioticoterapia venosa com gentamicina e clindamicina e cirurgia.

Pérola Clínica

Abscesso tuboovariano (ATO) + febre + dor pélvica + massa anexial → internação + ATB IV (gentamicina + clindamicina).

Resumo-Chave

O abscesso tuboovariano é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), que requer internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. A combinação de gentamicina e clindamicina é um esquema comum e eficaz para cobrir os patógenos polimicrobianos envolvidos.

Contexto Educacional

O abscesso tuboovariano (ATO) é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), que geralmente resulta de uma infecção ascendente do trato genital inferior. É uma condição polimicrobiana, envolvendo bactérias aeróbias e anaeróbias, com destaque para Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e bactérias entéricas. A epidemiologia está ligada aos fatores de risco para DIP, como múltiplos parceiros sexuais e infecções sexualmente transmissíveis. A importância clínica reside no alto risco de morbidade, incluindo infertilidade, dor pélvica crônica e, em casos graves, sepse e ruptura do abscesso. O diagnóstico de ATO é suspeitado em pacientes com dor pélvica, febre, dor à mobilização do colo uterino e massa anexial palpável. A ultrassonografia pélvica é o método de imagem de escolha para confirmar a presença do abscesso. A fisiopatologia envolve a inflamação e infecção das tubas uterinas e ovários, levando à formação de um processo inflamatório e, eventualmente, à coleção purulenta. O tratamento do abscesso tuboovariano requer internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. A combinação de gentamicina e clindamicina é um esquema amplamente utilizado, cobrindo os principais patógenos. A resposta ao tratamento clínico deve ser monitorada de perto; a falha na melhora clínica após 48-72 horas, ou a presença de abscesso muito grande ou ruptura, pode indicar a necessidade de drenagem percutânea guiada por imagem ou intervenção cirúrgica. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a sequela de infertilidade é uma preocupação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para internação hospitalar em casos de doença inflamatória pélvica (DIP) ou abscesso tuboovariano?

A internação é indicada para pacientes com DIP grave, abscesso tuboovariano, falha do tratamento ambulatorial, intolerância a antibióticos orais, gravidez, imunodeficiência, ou quando o diagnóstico é incerto e outras condições cirúrgicas não podem ser excluídas.

Qual o esquema de antibioticoterapia intravenosa recomendado para abscesso tuboovariano?

Um esquema comum e eficaz para abscesso tuboovariano inclui a combinação de gentamicina (para cobertura de gram-negativos) e clindamicina (para cobertura de anaeróbios e alguns gram-positivos). Outras opções podem incluir cefoxitina ou cefotetana com doxiciclina.

Quando a intervenção cirúrgica é necessária no tratamento do abscesso tuboovariano?

A intervenção cirúrgica é considerada quando há falha do tratamento clínico com antibióticos após 48-72 horas, suspeita de ruptura do abscesso, abscesso de grande porte que não responde à drenagem percutânea, ou em casos de sepse grave. A cirurgia pode variar de drenagem a salpingooforectomia.

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