Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Paciente de 23 anos, apresenta febre e dor intensa no baixo-ventre. Ao ultrassom visualiza-se massa complexa, sugestiva de abscesso tubo-ovariano de 3 cm. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a CONDUTA IMEDIATA a ser adotada.
ATO < 9 cm com estabilidade hemodinâmica → ATB IV + drenagem (culdotomia/punção guiada).
Abscessos tubo-ovarianos pequenos (< 9 cm) e em pacientes estáveis hemodinamicamente são inicialmente tratados com antibioticoterapia venosa de amplo espectro. A drenagem, preferencialmente por via menos invasiva como a culdotomia ou punção guiada por imagem, é indicada para acelerar a resolução e evitar falha terapêutica.
O abscesso tubo-ovariano (ATO) é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), caracterizado pela formação de uma massa inflamatória e purulenta envolvendo a tuba uterina e o ovário. É mais comum em mulheres jovens, sexualmente ativas, e pode levar a sequelas como infertilidade e dor pélvica crônica. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, PCR elevada) e confirmado por exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal. A fisiopatologia envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior, causando inflamação e infecção nos órgãos pélvicos superiores. O tratamento inicial para pacientes hemodinamicamente estáveis e com abscessos menores é a antibioticoterapia venosa de amplo espectro, cobrindo aeróbios e anaeróbios. A falha da terapia clínica ou a presença de abscessos maiores ou com risco de ruptura indica a necessidade de drenagem. A drenagem pode ser realizada por via percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC) ou, em casos selecionados, por culdotomia posterior, que é a incisão na parede vaginal posterior para acesso ao fundo de saco de Douglas e drenagem do abscesso. A laparotomia ou laparoscopia são reservadas para falha do tratamento conservador, ruptura do abscesso, sepse ou abscessos complexos. A escolha da via de drenagem depende do tamanho, localização do abscesso e experiência do cirurgião.
Pacientes com abscesso tubo-ovariano frequentemente apresentam dor pélvica intensa, febre, calafrios, leucocitose e massa anexial palpável ou visível em exames de imagem.
A conduta inicial é antibioticoterapia venosa de amplo espectro. Para abscessos menores (<9 cm), a drenagem percutânea ou culdotomia pode ser realizada se não houver melhora clínica em 48-72h ou se o abscesso for grande.
A laparotomia é reservada para casos de falha do tratamento conservador, ruptura do abscesso, sepse grave, peritonite difusa ou abscessos muito grandes e complexos que não são passíveis de drenagem minimamente invasiva.
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