HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Paciente jovem, nulípara, com vida sexual ativa, refere a febre acima de 38,5° C, corrimento vaginal mucopurulento e dor pélvica intensa. Ao exame ginecológico, apresenta dor à mobilização do colo uterino e palpa-se massa pélvica. O exame ultrassonográfico revelou imagem sugestiva de abscesso tubo-ovariano medindo 6 cm. A conduta mais adequada neste caso é:
Abscesso tubo-ovariano (ATO) com febre e dor intensa → antibioticoterapia IV hospitalar é a conduta inicial.
Um abscesso tubo-ovariano (ATO) de 6 cm, associado a febre alta, dor pélvica intensa e corrimento mucopurulento, indica uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP) complicada. A conduta mais adequada é a internação hospitalar para antibioticoterapia de amplo espectro por via endovenosa, visando cobrir os principais patógenos e controlar a infecção sistêmica.
O abscesso tubo-ovariano (ATO) é uma complicação grave da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), que representa uma infecção do trato genital superior feminino. É mais comum em mulheres jovens, sexualmente ativas e nulíparas, com história de infecções sexualmente transmissíveis. O quadro clínico típico inclui dor pélvica intensa, febre, corrimento vaginal mucopurulento e dor à mobilização do colo uterino. A presença de uma massa pélvica e a confirmação ultrassonográfica de um abscesso, como no caso de 6 cm, indicam uma DIP complicada e exigem atenção imediata. A fisiopatologia envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior para as tubas uterinas e ovários, levando à formação de um processo inflamatório e, eventualmente, à coleção purulenta. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, PCR elevado) e por imagem (ultrassonografia pélvica). É crucial diferenciar de outras causas de dor pélvica aguda, como apendicite ou torção ovariana. A conduta mais adequada para um ATO de 6 cm com sintomas sistêmicos é a internação hospitalar para antibioticoterapia de amplo espectro por via endovenosa. O regime antibiótico deve cobrir uma ampla gama de patógenos, incluindo bactérias gram-negativas, gram-positivas e anaeróbios. A resposta ao tratamento clínico é monitorada de perto; a falha terapêutica ou a piora do quadro podem indicar a necessidade de intervenção cirúrgica (drenagem ou salpingooforectomia) ou aspiração guiada por imagem. Residentes devem dominar o diagnóstico e o manejo inicial para prevenir complicações graves como a ruptura do abscesso e a sepse.
Sinais de ATO complicado incluem febre alta (>38,5°C), dor pélvica intensa, corrimento vaginal mucopurulento, dor à mobilização do colo uterino, massa pélvica palpável e evidência ultrassonográfica de abscesso de tamanho significativo, como 6 cm.
A antibioticoterapia endovenosa hospitalar é necessária devido à gravidade da infecção, ao risco de sepse e à necessidade de altas concentrações de antibióticos para penetrar no abscesso. O tratamento ambulatorial é inadequado para abscessos desse tamanho e com sintomas sistêmicos.
A aspiração ou cirurgia são geralmente consideradas se houver falha da antibioticoterapia inicial (ausência de melhora em 48-72 horas), abscesso muito grande (>8-10 cm), suspeita de ruptura do abscesso, ou em casos de sepse refratária. A conduta inicial é sempre clínica com antibióticos.
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