MedEvo Simulado — Prova 2025
Mariana, 28 anos, sexualmente ativa com múltiplos parceiros e sem método contraceptivo regular, procura o pronto-socorro com dor pélvica intensa, de início súbito há 3 dias, acompanhada de febre alta (39,5°C), calafrios, náuseas e vômitos. Ao exame físico, apresenta-se taquicárdica (FC 115 bpm), hipotensa (PA 90/60 mmHg), com abdome doloroso à palpação profunda em hipogástrio e fossa ilíaca direita, com descompressão dolorosa generalizada. Ao exame ginecológico, observam-se secreção mucopurulenta abundante no orifício externo do colo e dor excruciante à mobilização cervical e à palpação bimanual, com uma massa anexial direita extremamente dolorosa, medindo aproximadamente 7 cm. Exames laboratoriais revelam leucocitose de 20.000/mm³ com 15% de bastões e PCR de 150 mg/L. O beta-hCG é negativo. A ultrassonografia transvaginal demonstra útero e ovário esquerdo normais, mas o ovário direito está aumentado, com presença de formação cística complexa de paredes espessadas e septações internas, medindo 7,2 x 6,8 cm, sugestiva de abscesso tubo-ovariano, além de moderada quantidade de líquido livre na pelve. Diante deste quadro, qual a conduta mais adequada?
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