IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Uma jovem de 20 anos, com atividade sexual habitual, refere febre de 38°C e dor pélvica intensa há 2 dias. Ao toque, identificaram-se vagina hipertérmica, colo doloroso à mobilização, massa pélvica cística e dolorosa na região anexial direita. A ultrassonografia transvaginal revelou imagem sugestiva de abscesso tubo-ovariano medindo 6cm à direita. A conduta adequada compreende:
Abscesso tubo-ovariano (ATO) > 4cm ou com sinais de gravidade → Internação + ATB IV amplo espectro e observação.
Abscessos tubo-ovarianos, especialmente quando maiores ou associados a quadros clínicos mais graves (febre, dor intensa, sinais de peritonite), requerem internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. A observação inicial é crucial para avaliar a resposta ao tratamento clínico antes de considerar intervenções invasivas.
O abscesso tubo-ovariano (ATO) é uma complicação grave da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), caracterizado pela formação de uma massa inflamatória e purulenta envolvendo a tuba uterina e o ovário. É mais comum em mulheres jovens, sexualmente ativas, e sua incidência está diretamente ligada à prevalência de infecções sexualmente transmissíveis. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para preservar a fertilidade e evitar complicações sérias. O diagnóstico do ATO baseia-se na história clínica (dor pélvica, febre, dispareunia), exame físico (dor à mobilização do colo, massa anexial) e exames de imagem, principalmente a ultrassonografia transvaginal, que revela uma massa anexial complexa, cística ou sólida. Deve-se suspeitar de ATO em pacientes com DIP que não respondem ao tratamento ambulatorial ou que apresentam sinais de gravidade. A conduta inicial para ATOs, especialmente os maiores que 4-5 cm ou com sinais de gravidade (febre alta, dor intensa, leucocitose acentuada), é a internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, cobrindo anaeróbios e bactérias gram-negativas e gram-positivas. A maioria dos pacientes responde bem ao tratamento clínico. A drenagem percutânea ou cirurgia é reservada para casos de falha terapêutica, ruptura do abscesso ou abscessos muito grandes.
Os sinais incluem dor pélvica intensa, febre, corrimento vaginal, dispareunia e massa anexial dolorosa ao exame físico. Pode haver também náuseas e vômitos.
A conduta inicial para abscessos maiores ou com quadro grave é internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, com reavaliação em 48-72 horas para monitorar a resposta clínica.
A drenagem (transvaginal ou transabdominal) ou cirurgia é considerada se não houver melhora clínica após 48-72 horas de antibioticoterapia IV, em casos de ruptura do abscesso ou se o abscesso for muito grande, geralmente acima de 9-10 cm.
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