Abscesso Tubo-Ovariano: Manejo em Casos de Peritonite

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 27 anos de idade, ativa sexualmente, refere febre e dor pélvica há 5 dias com piora nas últimas 24 horas. FC: 110 bpm, FR: 22 irpm. Ao toque, a mobilização uterina é muito dolorosa; o abdome difusamente doloroso, com defesa abdominal e descompressão dolorosa. Tax: 38,3ºC. A ultrassonografia transvaginal revelou imagem sugestiva de abscesso tubo-ovariano medindo 3 cm, com moderada quantidade de líquido na cavidade. A conduta inicial é:

Alternativas

  1. A) Exploração cirúrgica de emergência.
  2. B) Aspiração guiada por ultrassonografia.
  3. C) Antibioticoterapia de amplo espectro oral ambulatorial. 
  4. D) Antibioticoterapia de amplo espectro parenteral hospitalar.

Pérola Clínica

Abscesso tubo-ovariano + sinais de peritonite/ruptura → exploração cirúrgica de emergência.

Resumo-Chave

Pacientes com abscesso tubo-ovariano que apresentam sinais de peritonite, como defesa e descompressão dolorosa, ou instabilidade hemodinâmica, devem ser submetidas à exploração cirúrgica de emergência devido ao risco de ruptura e sepse. A presença de líquido livre na cavidade pode indicar ruptura.

Contexto Educacional

O abscesso tubo-ovariano (ATO) é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), caracterizado pela formação de uma massa inflamatória e purulenta envolvendo a tuba uterina e o ovário. É mais comum em mulheres jovens, sexualmente ativas, e sua incidência está associada a infecções sexualmente transmissíveis. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade significativas. O diagnóstico do ATO baseia-se na apresentação clínica de dor pélvica, febre, leucocitose e massa anexial palpável, confirmada por exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal. A suspeita de ruptura do abscesso ou peritonite é um sinal de alarme, manifestada por sinais de irritação peritoneal (defesa, descompressão dolorosa) e, por vezes, instabilidade hemodinâmica. Nesses casos, a conduta deve ser agressiva e imediata. O tratamento inicial do ATO não complicado é geralmente conservador, com antibioticoterapia de amplo espectro parenteral. No entanto, a presença de sinais de peritonite, como no caso descrito, ou a suspeita de ruptura do abscesso, exige exploração cirúrgica de emergência. A cirurgia visa drenar o abscesso, remover tecidos necróticos e controlar a infecção, sendo fundamental para evitar sepse e preservar a vida da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de complicação de um abscesso tubo-ovariano?

Sinais de complicação incluem dor pélvica intensa e progressiva, febre alta, taquicardia, hipotensão, defesa e descompressão abdominal, e líquido livre na ultrassonografia, sugerindo ruptura.

Quando a cirurgia de emergência é indicada para abscesso tubo-ovariano?

A exploração cirúrgica de emergência é indicada quando há evidência de ruptura do abscesso, peritonite generalizada, sepse ou falha do tratamento conservador com antibióticos.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico do abscesso tubo-ovariano?

A ultrassonografia transvaginal é crucial para confirmar a presença do abscesso, avaliar seu tamanho, características e a presença de líquido livre na cavidade, auxiliando na decisão terapêutica.

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