Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Em relação ao abscesso tubo-ovariano, assinale a alternativa INCORRETA:
Hemoperitônio em abscesso tubo-ovariano = ruptura → indicação cirúrgica de emergência.
Um abscesso tubo-ovariano (ATO) é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP). Embora o tratamento inicial seja frequentemente clínico com antibióticos, a presença de hemoperitônio sugere ruptura do abscesso, uma emergência cirúrgica devido ao risco de sepse e choque. A resolução espontânea para hidrossalpinge é uma possibilidade, mas não a regra para todos os casos.
O abscesso tubo-ovariano (ATO) é uma complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), caracterizado pela formação de uma massa inflamatória e purulenta envolvendo a tuba uterina e o ovário. É mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, com história de DIP, e pode ser unilateral ou bilateral. O diagnóstico é feito por exame físico, exames laboratoriais (leucocitose, PCR elevado) e, principalmente, por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada. O manejo inicial do ATO é predominantemente clínico, com antibioticoterapia de amplo espectro por via intravenosa, cobrindo patógenos aeróbios e anaeróbios. A internação hospitalar é mandatória para monitoramento e administração dos antibióticos. A resposta ao tratamento deve ser avaliada em 48-72 horas. Se houver melhora clínica e redução da massa, o tratamento pode ser continuado por via oral. No entanto, a falha do tratamento clínico, o aumento da massa, a instabilidade hemodinâmica ou a suspeita de ruptura do abscesso são indicações para intervenção cirúrgica. A ruptura do abscesso tubo-ovariano é uma emergência ginecológica que cursa com peritonite e, frequentemente, hemoperitônio, exigindo laparotomia exploradora imediata para drenagem do abscesso, lavagem da cavidade e, muitas vezes, salpingectomia ou ooforectomia. A alternativa D da questão é incorreta porque o encontro de hemoperitônio em um contexto de ATO é um sinal de ruptura e, portanto, uma indicação formal de tratamento cirúrgico de emergência, devido ao alto risco de sepse e mortalidade.
O tratamento cirúrgico é indicado em casos de ruptura do abscesso (evidenciada por hemoperitônio ou peritonite difusa), falha do tratamento clínico com antibióticos (massa que aumenta ou não melhora após 48-72h), ou quando há suspeita de malignidade associada. A instabilidade hemodinâmica também é uma indicação de emergência.
A conduta inicial para um abscesso tubo-ovariano não roto é geralmente o tratamento clínico com antibioticoterapia intravenosa em ambiente hospitalar. O regime deve cobrir germes polimicrobianos, incluindo anaeróbios, Gram-negativos e Gram-positivos. A paciente deve ser monitorada de perto para sinais de melhora ou piora.
As complicações incluem ruptura do abscesso, levando a peritonite e sepse; formação de fístulas; infertilidade devido a danos tubários; dor pélvica crônica; e recorrência da infecção. A ruptura é a complicação mais grave e potencialmente fatal.
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