PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Homem, 42 anos de idade, sem comorbidades, apresenta abscesso volumoso medindo 4,0 X 5,0 cm de diâmetro em região supra elevadora esquerda. A conduta, neste momento, é
Abscesso supra elevador/pélvico → sempre excluir origem intra-abdominal (diverticulite, apendicite) antes da drenagem.
Um abscesso em região supra elevadora (pélvico) em um adulto, especialmente sem história prévia de doença perianal, deve levantar a suspeita de uma origem intra-abdominal, como diverticulite ou apendicite complicada com supuração para a pelve. A conduta inicial é investigar e excluir essas causas primárias antes de proceder à drenagem.
Abscessos na região pélvica, como o abscesso supra elevador, representam um desafio diagnóstico e terapêutico. Embora possam ser primários (associados a doença perianal), é fundamental considerar a possibilidade de uma origem secundária a processos inflamatórios intra-abdominais, especialmente em pacientes sem histórico de doença anorretal. A localização supra elevadora sugere uma comunicação com o espaço pélvico profundo. Condições como diverticulite complicada com perfuração e formação de abscesso, ou apendicite aguda com supuração para a pelve, são causas importantes a serem excluídas. A falha em identificar e tratar a doença primária pode levar à recorrência do abscesso ou à progressão da patologia intra-abdominal subjacente, com risco de sepse e outras complicações graves. Portanto, a conduta inicial diante de um abscesso volumoso em região supra elevadora é a investigação diagnóstica aprofundada. Exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdome e pelve, são essenciais para determinar a extensão do abscesso e, crucialmente, identificar sua origem. Somente após a exclusão ou tratamento da causa intra-abdominal, a drenagem do abscesso pode ser planejada, seja por via percutânea guiada por imagem ou por abordagem cirúrgica, dependendo da localização e características do abscesso.
Abscessos supra elevadores ou pélvicos podem ser secundários a processos inflamatórios intra-abdominais, como diverticulite ou apendicite perfurada. Identificar a causa primária é crucial para o tratamento definitivo e para evitar recorrências ou complicações.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de escolha, pois permite visualizar a extensão do abscesso e identificar possíveis fontes intra-abdominais, como divertículos inflamados ou apêndice.
A drenagem é a conduta para abscessos perianais superficiais. Para abscessos pélvicos profundos, a drenagem é realizada após a exclusão e, se possível, o tratamento da causa primária, podendo ser percutânea guiada por imagem ou cirúrgica.
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