SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
O desenvolvimento de um abscesso bacteriano no fígado ocorre quando o inócuo de bactérias, independente da rota de exposição, excede a capacidade do fígado de eliminar esse inócuo. Isso resulta em uma invasão tecidual de bactérias, infiltração de neutrófilos e a formação de abscesso organizado. Em relação aos abscessos piogênicos hepáticos atribuíveis a causas especificas, marque a alternativa CORRETA:
Abscesso hepático piogênico → Causa mais comum: infecções da árvore biliar com obstrução e estase.
As infecções da árvore biliar, especialmente quando associadas à obstrução e estase biliar (como na colangite), são a causa mais frequente de abscessos piogênicos hepáticos, permitindo a proliferação bacteriana e a ascensão para o parênquima hepático.
Os abscessos piogênicos hepáticos são coleções purulentas no fígado, representando uma condição grave que requer diagnóstico e tratamento urgentes. A compreensão de sua etiologia é crucial para o manejo adequado e para identificar a fonte da infecção. A fisiopatologia envolve a invasão bacteriana do parênquima hepático, que pode ocorrer por diversas rotas. Historicamente, a via portal era considerada a mais comum, mas atualmente, as infecções da árvore biliar (via biliar ascendente) são reconhecidas como a causa predominante, especialmente em países desenvolvidos, devido à maior prevalência de doenças biliares obstrutivas. O diagnóstico envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética, além de culturas de sangue e do próprio abscesso. O tratamento combina antibioticoterapia de amplo espectro com drenagem percutânea ou cirúrgica do abscesso, sendo a identificação e tratamento da causa subjacente (ex: desobstrução biliar) fundamental para prevenir recorrências.
A principal causa de abscesso piogênico hepático são as infecções da árvore biliar, como a colangite, especialmente quando há obstrução biliar e estase, que favorecem a proliferação bacteriana e a ascensão para o fígado.
A obstrução biliar leva à estase da bile, criando um ambiente propício para a colonização e proliferação bacteriana. Essas bactérias podem então ascender pelos ductos biliares e invadir o parênquima hepático, formando abscessos.
Outras vias incluem a disseminação portal (de infecções intra-abdominais como diverticulite ou apendicite), disseminação arterial (de infecções sistêmicas como endocardite), extensão direta de processos infecciosos adjacentes e trauma hepático.
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