USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Mulher, 15 anos, procura o serviço de Emergência com queixa de febre (38,7 ºC) há 20 dias, dor e hiperemia em região sacrococcígea. Refere dois episódios semelhantes no último ano com melhora espontânea. Ao exame físico, apresenta hiperemia, aumento do volume da pele e dor à palpação na região sacrococcígea com sinal de flutuação, conforme imagem a seguir: Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a melhor conduta.
Abscesso pilonidal com flutuação → Drenagem aberta é a conduta de escolha.
A presença de febre, dor, hiperemia e, crucialmente, flutuação em região sacrococcígea em uma paciente jovem com histórico de episódios semelhantes, aponta para um abscesso pilonidal agudo. A conduta imediata para abscessos flutuantes é a drenagem cirúrgica.
A doença pilonidal é uma condição crônica que afeta a região sacrococcígea, caracterizada pela formação de um cisto ou seio que pode se infectar e formar um abscesso. É mais comum em adolescentes e adultos jovens, especialmente homens, e fatores como pelos encravados, obesidade e sedentarismo contribuem para sua etiologia. A apresentação aguda, como no caso descrito, envolve dor, inchaço, hiperemia e febre, indicando infecção e formação de abscesso. O diagnóstico de um abscesso pilonidal é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico que revela uma massa flutuante e dolorosa na região sacrococcígea. A presença de flutuação é um sinal inequívoco de coleção purulenta. O histórico de episódios semelhantes sugere a natureza crônica da doença pilonidal subjacente, que se manifesta agudamente com a infecção. A conduta para um abscesso pilonidal agudo com flutuação é a drenagem cirúrgica aberta. Este procedimento consiste em uma incisão para evacuar o pus e é crucial para o alívio da dor e controle da infecção. A ferida é deixada aberta para cicatrização por segunda intenção. A antibioticoterapia isolada é ineficaz para resolver o abscesso, sendo reservada para casos selecionados como coadjuvante. A ressecção ampla é um tratamento definitivo para a doença pilonidal crônica, mas não a conduta inicial para um abscesso agudo.
Um abscesso pilonidal agudo manifesta-se com dor intensa, inchaço, hiperemia e calor na região sacrococcígea. Frequentemente, há febre e, ao exame físico, pode-se palpar uma massa flutuante e dolorosa.
A drenagem aberta é a melhor conduta porque permite a evacuação completa do pus e a descompressão do abscesso, aliviando a dor e controlando a infecção. A ferida é deixada aberta para cicatrização por segunda intenção, minimizando o risco de recorrência imediata.
A antibioticoterapia é geralmente um adjuvante e não o tratamento primário para um abscesso pilonidal flutuante. É indicada em casos de celulite extensa, pacientes imunocomprometidos ou com sinais de sepse, mas sempre após a drenagem cirúrgica.
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