AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Caso 1:Paciente masculino de 28 anos de idade, nodulação anal súbita, dolorosa há 48 horas. Refere episódio prévio um ano antes. Refere ter fotografado com celular, e mostra uma imagem similar a uma uva, arroxeada. Caso 2: Paciente feminina de 25 anos, apresenta dor anal evacuatória intensa há 90 dias, associado a sangramento vermelho vivo. Constipada crônica, nega outros sintomas. Caso 3: Paciente feminina de 25 anos, apresenta dor anal muito intensa há 72 horas, associada a febre de 39 graus celsius. Dor contínua, latejante, não permite exame proctológico. Caso 4: Paciente masculina, apresenta há 6 meses orifício perianal com saída intermitente de secreção purulenta e dor episódica. Hígido previamente.Sobre esses casos, somente é CORRETO afirmar:
Abscesso perianal não tratado ou drenado → fístula perianal em 30-50% dos casos.
O abscesso perianal (Caso 3) é uma infecção aguda que, se não tratada adequadamente com drenagem cirúrgica, pode evoluir para uma fístula perianal (Caso 4), uma comunicação anormal entre o canal anal e a pele perianal. A fístula é a complicação crônica do abscesso.
As doenças anorretais são queixas comuns na emergência e no consultório, exigindo do médico a capacidade de diferenciá-las para um manejo adequado. Condições como trombose hemorroidária externa, fissura anal, abscesso perianal e fístula perianal apresentam sintomas distintos, mas podem gerar confusão diagnóstica se não forem bem compreendidas. A anamnese detalhada e o exame físico proctológico são cruciais. O abscesso perianal é uma infecção aguda das glândulas anais, manifestando-se com dor intensa, latejante, febre e sinais inflamatórios locais. Seu tratamento primordial é a drenagem cirúrgica. A fístula perianal, por sua vez, é a manifestação crônica de um abscesso que não cicatrizou completamente, formando um trajeto anômalo. A maioria das fístulas perianais (cerca de 90%) tem origem em um abscesso perianal prévio. A trombose hemorroidária externa é caracterizada por um nódulo perianal súbito, doloroso e arroxeado, geralmente autolimitado ou tratado com medidas conservadoras. A fissura anal é uma úlcera linear na margem anal, causando dor intensa durante e após a evacuação, frequentemente associada a sangramento e constipação. O conhecimento dessas patologias e suas inter-relações é fundamental para o residente, permitindo um diagnóstico preciso e a escolha da terapia mais eficaz, evitando complicações e melhorando a qualidade de vida do paciente.
O abscesso perianal causa dor contínua, latejante, associada a sinais sistêmicos como febre, e é uma coleção de pus. A trombose hemorroidária externa é uma nodulação súbita, muito dolorosa, arroxeada, mas geralmente sem febre ou sinais de infecção sistêmica.
A conduta inicial e principal para um abscesso perianal é a drenagem cirúrgica urgente, que alivia a dor e previne complicações. Antibióticos são adjuvantes e não substituem a drenagem.
A fístula perianal é uma complicação crônica do abscesso perianal. Após a drenagem de um abscesso, cerca de 30-50% dos pacientes desenvolvem uma fístula, que é um trajeto epitelizado entre o ânus/reto e a pele perianal.
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