UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Você é chamado no pronto atendimento para avaliar uma paciente com dor anal há 3 dias, com piora progressiva e picos febris nas últimas 24 horas. Ao exame, observa a presença de abaulamento perianal anterior, próximo ao introito vaginal, com aproximadamente 2 cm. A pele apresenta-se avermelhada e quente no local, mas sem ponto de flutuação. Toque retal com presença de fezes endurecidas na ampola retal. Qual o diagnóstico e a conduta mais apropriada?
Dor anal progressiva + febre + abaulamento perianal com sinais flogísticos → Abscesso perianal; conduta = drenagem cirúrgica imediata.
Abscessos perianais são infecções agudas que requerem drenagem cirúrgica imediata para alívio da dor, controle da infecção e prevenção de complicações como fístulas. A presença de febre e sinais inflamatórios locais são cruciais para o diagnóstico.
O abscesso perianal é uma condição comum e dolorosa, resultante da infecção e obstrução das glândulas anais. Para o residente, é fundamental reconhecer rapidamente este quadro, pois se trata de uma emergência cirúrgica. A apresentação clínica típica inclui dor anal progressiva, febre, e a presença de um abaulamento perianal com sinais flogísticos (vermelhidão, calor, dor). A localização anterior, próxima ao introito vaginal, sugere um abscesso isquiorretal ou interesfincteriano anterior, que pode ser mais insidioso. A fisiopatologia envolve a infecção polimicrobiana das glândulas anais, que se estende para os espaços perianais. A ausência de flutuação não exclui o diagnóstico, especialmente em abscessos mais profundos ou em fases iniciais. O diagnóstico diferencial inclui trombose hemorroidária (geralmente sem febre e com nódulo azulado) e abscesso de glândula de Bartholin (localizado na região vulvar, não anal). A conduta mais apropriada e definitiva para o abscesso perianal é a drenagem cirúrgica imediata. Esta medida não só alivia a dor intensa, mas também previne a disseminação da infecção e a formação de fístulas perianais, que são complicações comuns e de manejo mais complexo. Antibióticos sistêmicos são geralmente reservados para pacientes imunocomprometidos, com celulite extensa ou sinais de sepse, e são sempre adjuvantes à drenagem. A reavaliação com um proctologista é importante para acompanhamento e para investigar a presença de uma fístula subjacente.
Os principais sinais e sintomas incluem dor anal intensa e progressiva, que piora ao sentar e evacuar, associada a febre, calafrios e mal-estar. Ao exame, observa-se um abaulamento perianal avermelhado, quente e doloroso à palpação, que pode ou não apresentar flutuação.
A conduta mais apropriada é a drenagem cirúrgica imediata do abscesso, sob anestesia local ou geral, para aliviar a dor, controlar a infecção e prevenir a progressão para fístulas complexas. Analgesia e, em casos selecionados (imunocomprometidos, celulite extensa), antibioticoterapia adjuvante são indicadas.
A trombose hemorroidária causa dor anal aguda e súbita, com um nódulo perianal azulado/arroxeado e endurecido, mas geralmente sem febre ou sinais flogísticos intensos como no abscesso. O abscesso apresenta sinais inflamatórios mais evidentes (vermelhidão, calor) e febre é comum.
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