HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Homem, 30 anos, previamente hígido, consulta em sala de emergência com queixas de dor anal intensa de início há 48 horas. Ao exame físico, observa-se área de tumoração peri-anal junto à fossa isquiorretal esquerda, com calor e rubor cutâneo sobre a lesão. Considerando o diagnóstico mais provável para o caso, assinale a alternativa correta.
Abscesso perianal → drenagem cirúrgica imediata, mesmo sem flutuação palpável.
Um abscesso perianal, especialmente o isquiorretal, manifesta-se com dor anal intensa, tumoração, calor e rubor. A drenagem cirúrgica é o tratamento definitivo e deve ser realizada imediatamente, mesmo que a flutuação não seja claramente palpável, pois a infecção pode ser profunda e a espera pode levar a complicações.
O abscesso perianal é uma coleção purulenta na região anorretal, resultante da infecção das glândulas anais. É uma condição comum, que afeta predominantemente homens jovens e de meia-idade, e representa uma emergência proctológica devido à dor intensa e ao risco de complicações. A localização mais comum é perianal, mas pode ser isquiorretal, interesfincteriana ou supraelevadora. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto de uma glândula anal, levando à estase e infecção bacteriana. Os sintomas incluem dor anal severa, constante e pulsátil, que piora com a defecação e ao sentar, associada a inchaço, calor e rubor na região. Em abscessos mais profundos, como o isquiorretal, a tumoração pode não ser visível externamente, mas a dor é intensa e a febre pode estar presente. O tratamento é primariamente cirúrgico, consistindo na drenagem do abscesso. Esta deve ser realizada o mais rápido possível, mesmo na ausência de flutuação palpável, especialmente em abscessos profundos. A incisão deve ser feita o mais próximo possível da margem anal para facilitar a drenagem e minimizar o risco de fístula complexa. Antibióticos são geralmente reservados para pacientes imunocomprometidos, com celulite extensa ou com comorbidades específicas. A principal complicação a longo prazo é a formação de fístula anal, que ocorre em até 50% dos casos.
Os sintomas incluem dor anal intensa e constante, que piora ao sentar ou defecar, inchaço, calor, rubor e, por vezes, febre. A dor é o sintoma mais proeminente.
O tratamento definitivo é a drenagem cirúrgica do abscesso. Antibióticos são geralmente adjuvantes e não substituem a drenagem, sendo indicados em casos de celulite extensa, imunocomprometidos ou doença valvar cardíaca.
A principal complicação é a formação de fístula anal, que ocorre em até 50% dos casos. Outras complicações incluem recorrência do abscesso, sepse e, raramente, gangrena de Fournier em pacientes imunocomprometidos.
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