HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Um paciente de 46 anos de idade, previamente saudável, procura o pronto atendimento com queixa de dor anal intensa, febre e drenagem purulenta de uma área próxima ao ânus. Ele relata que, há três semanas, percebeu um pequeno nódulo doloroso, que evoluiu com ruptura espontânea e drenagem de pus, aliviando temporariamente a dor. No exame físico, há indícios de um orifício externo próximo à margem anal com drenagem purulenta, além de induração perianal. Não há histórico de doenças inflamatórias intestinais ou cirurgias prévias. A colonoscopia realizada há dois anos foi normal.Representa o manejo inicial mais adequado para esse paciente:
Abscesso perianal → Drenagem cirúrgica imediata; fístula anal → seton para fístulas complexas.
A presença de dor anal intensa, febre e drenagem purulenta com induração perianal é altamente sugestiva de abscesso perianal. O manejo inicial é a drenagem cirúrgica urgente, e a avaliação de uma fístula associada é crucial, podendo necessitar de seton.
O abscesso perianal é uma infecção aguda que se forma nas glândulas anais, resultando em uma coleção de pus na região perianal. É uma condição comum e extremamente dolorosa, caracterizada por dor anal intensa, febre e, frequentemente, um nódulo palpável e doloroso que pode drenar pus espontaneamente. A induração perianal é um achado comum ao exame físico. A fisiopatologia envolve a obstrução de uma glândula anal, levando à estase e infecção bacteriana. O manejo inicial e mais importante é a drenagem cirúrgica do abscesso, que proporciona alívio imediato da dor e controla a infecção. Antibióticos são geralmente adjuvantes e não substituem a drenagem. Após a drenagem, cerca de 30-50% dos pacientes podem desenvolver uma fístula anal, que é uma comunicação anormal entre o canal anal e a pele perianal. A avaliação para fístula é crucial, e em casos de fístulas complexas ou com risco de lesão esfincteriana, o uso de um seton (fio de drenagem) pode ser indicado para manter a drenagem e permitir a cicatrização controlada, evitando danos ao esfíncter.
Os sinais e sintomas incluem dor anal intensa e constante, inchaço, vermelhidão, calor na região perianal, febre e, por vezes, drenagem purulenta espontânea de um nódulo doloroso.
O tratamento inicial mais adequado é a drenagem cirúrgica do abscesso, que proporciona alívio imediato da dor, controla a infecção e previne a progressão para complicações mais graves. Antibióticos são adjuvantes.
Deve-se suspeitar de fístula anal quando há história de abscessos perianais recorrentes ou quando, após a drenagem, persiste um orifício externo com drenagem crônica. O seton é uma opção para fístulas complexas.
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