AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Paciente masculino, branco, 52 anos, procura o serviço de emergência com queixa de dor anal há 32 horas, que progressivamente vem aumentando de intensidade, com sensação de latejamento, referindo ainda um aumento de volume próximo ao ânus. Ao exame o paciente encontra-se em bom estado geral, afebril, corado e hidratado. Pressão arterial 150 x 100mm Hg, pulso cheio, frequência de 88bpm. O exame local mostra um aumento de volume na região perianal direita posterior, sem hiperemia cutânea ou flutuação. Qual a sua conduta para o caso?
Abscesso perianal → dor intensa, latejante, massa → drenagem cirúrgica imediata, mesmo sem flutuação.
A dor anal intensa e latejante com massa perianal é altamente sugestiva de abscesso, mesmo na ausência de flutuação ou hiperemia. A drenagem cirúrgica imediata é a conduta padrão ouro para aliviar a dor e evitar complicações.
O abscesso perianal é uma condição comum e dolorosa, resultante da infecção e obstrução das glândulas anais. É mais frequente em homens e pode ocorrer em qualquer idade, sendo uma das emergências proctológicas mais comuns. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar a progressão da infecção, formação de fístulas anais complexas e sepse. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor anal intensa, latejante e progressiva, e na presença de uma massa perianal dolorosa ao exame físico. A febre pode estar presente, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. A palpação pode revelar uma área endurecida e dolorosa, mesmo sem flutuação evidente nas fases iniciais. Exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser úteis em casos atípicos ou para avaliar a extensão. A conduta padrão ouro para o abscesso perianal é a drenagem cirúrgica imediata. Antibióticos isolados não são eficazes como tratamento definitivo e devem ser reservados para pacientes com celulite extensa, imunocomprometidos ou com sinais de sepse, sempre como adjuvantes à drenagem. A drenagem alivia a dor, previne a disseminação da infecção e reduz o risco de fístulas complexas. O procedimento geralmente é realizado sob anestesia local ou regional, com incisão e drenagem do pus, seguida de curetagem da cavidade.
Os sintomas clássicos incluem dor anal intensa e progressiva, latejamento, inchaço ou massa perianal, e ocasionalmente febre ou mal-estar.
A conduta inicial e definitiva é a drenagem cirúrgica imediata, mesmo que não haja flutuação evidente, para aliviar a dor e controlar a infecção.
Não, a drenagem cirúrgica deve ser realizada assim que o diagnóstico de abscesso for estabelecido, independentemente da presença de flutuação, para evitar a progressão e complicações.
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