UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente 40 anos, chega no pronto socorro com dor nas costas após horas de trabalho de vigilante em sua motocicleta há 2 dias. Antecedente pessoal é hipertenso em uso de Losartana 2x ao dia. Ao exame físico BEG, corado, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, anictérico, consciente e contactuante. FC 100bpm, FR 20 mrpm, PA 130 X 90mmHg, Taxilar 37.6 º C , sat 02 98% , Altura 177cm, Peso 104Kg. Aparelhos pulmonar, cardíaco e abdominal nada digno de nota. Proctológico com presença de eritema e abaulamento de 10cm na face interglútea à direita, quente e doloroso ao toque. Ampolas sem fezes, mucosas lisas. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para este caso.
Abscesso cutâneo com sinais de coleção (flutuação) → Drenagem cirúrgica é o tratamento definitivo e mandatório.
O tratamento primário para abscessos cutâneos é a incisão e drenagem para remoção do material purulento. A antibioticoterapia isolada é ineficaz para resolver a coleção, sendo reservada como adjuvante em casos de celulite extensa, sinais sistêmicos ou em pacientes imunocomprometidos.
O abscesso perianal é uma coleção de pus localizada no tecido subcutâneo da região próxima ao ânus, geralmente resultante da infecção de glândulas anais. É uma condição comum em prontos-socorros, afetando adultos jovens com maior frequência, e pode causar dor intensa e incapacitante. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história e no exame físico que revela uma massa dolorosa, eritematosa, quente e, caracteristicamente, flutuante na região perianal ou interglútea. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto de uma glândula anal, levando à estase de secreções e proliferação bacteriana, com formação de pus. A suspeita diagnóstica é alta em pacientes com dor anal ou perianal aguda. O exame proctológico cuidadoso é essencial para avaliar a extensão do abscesso e a possível presença de fístulas anorretais associadas, que podem requerer abordagem cirúrgica mais complexa. O pilar do tratamento de qualquer abscesso formado é a incisão e drenagem. A simples prescrição de antibióticos sem a drenagem da coleção purulenta é ineficaz e leva à falha terapêutica e potenciais complicações, como a expansão da infecção e sepse. A drenagem alivia a pressão, remove o foco infeccioso e promove a cicatrização. Antibióticos são reservados para casos selecionados, como pacientes com imunocomprometimento, celulite extensa ou sinais de infecção sistêmica.
Os sinais incluem dor localizada intensa, eritema (vermelhidão), calor, edema (inchaço) e, crucialmente, um ponto de flutuação ao toque, que indica a presença de uma coleção purulenta líquida. Febre e mal-estar podem estar presentes.
A antibioticoterapia é indicada em casos de celulite extensa (geralmente >5 cm ao redor do abscesso), sinais de toxicidade sistêmica (febre alta, taquicardia, hipotensão), imunossupressão (diabetes, HIV, uso de corticoides) ou em locais de alto risco como face e mãos.
A localização é a chave. O cisto pilonidal infectado ocorre classicamente na linha média da fenda interglútea, frequentemente associado a orifícios (pits). Abscessos perianais podem ocorrer em qualquer local ao redor do ânus e estão mais associados a fístulas anorretais.
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