UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Você atende uma adolescente de 12 anos de idade com queixa de febre, odinofagia, disfagia e dificuldade para abrir a boca. Ao exame você percebe abaulamento em amígdala direita com deslocamento da úvula. Informa ainda que está em uso de antiinflamatório. Você deve então:
Abscesso periamigdaliano (trismo, desvio úvula) → drenagem + antibióticos.
A apresentação clínica com trismo, odinofagia intensa, abaulamento amigdaliano e desvio de úvula é altamente sugestiva de abscesso periamigdaliano, uma emergência que requer drenagem e antibioticoterapia imediata para evitar complicações.
O abscesso periamigdaliano é a complicação supurativa mais comum da amigdalite aguda, caracterizado pela formação de uma coleção purulenta no espaço entre a cápsula amigdaliana e o músculo constritor superior da faringe. É uma condição que exige reconhecimento e tratamento rápidos devido ao risco de complicações graves, incluindo obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade clássica de odinofagia intensa, trismo e desvio da úvula. O exame físico revela abaulamento da amígdala afetada. Embora a ultrassonografia ou TC possam confirmar o diagnóstico e guiar a drenagem, a decisão terapêutica é muitas vezes tomada com base na apresentação clínica. A etiologia é polimicrobiana, com Streptococcus pyogenes sendo o mais comum. O tratamento consiste na drenagem do abscesso, que pode ser realizada por aspiração com agulha ou incisão e drenagem, seguida de antibioticoterapia sistêmica. Penicilina ou clindamicina são escolhas comuns. A amigdalectomia de urgência é raramente indicada, sendo reservada para casos de falha da drenagem ou complicações graves. A amigdalectomia eletiva pode ser considerada para pacientes com abscessos periamigdalianos recorrentes.
Os sinais e sintomas de abscesso periamigdaliano incluem dor de garganta intensa (odinofagia), dificuldade para engolir (disfagia), febre, mal-estar, voz abafada (voz de batata quente), trismo (dificuldade para abrir a boca) e, ao exame, abaulamento da amígdala afetada com desvio da úvula para o lado oposto.
A conduta inicial para abscesso periamigdaliano envolve a drenagem do abscesso, que pode ser por aspiração ou incisão, para aliviar a pressão e remover o pus, juntamente com o início imediato de antibioticoterapia intravenosa para cobrir os patógenos bacterianos comuns.
Um abscesso periamigdaliano não tratado pode levar a complicações graves como obstrução das vias aéreas superiores, celulite cervical, mediastinite, pneumonia por aspiração, sepse e, em casos raros, ruptura do abscesso com aspiração do conteúdo purulento.
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