Abscesso de Psoas: Diagnóstico Clínico e por Imagem

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 65 anos de idade, é levado ao Pronto Socorro por familiares com queixa de dor abdominal e lombar direita, há três dias. Refere febre, náuseas e hiporexia. O paciente relata também irradiação da dor para região inguinal e membro inferior direito. Familiares informam que o paciente tratou erisipela em membro inferior esquerdo, há sete dias. Paciente portador de diabetes Mellitus, em uso regular de hipoglicemiantes orais. Ao exame físico, bom estado geral, corado, hidratado, Temperatura axilar: 38,3ºC, FC: 88bpm, PA: 116x74mmHG, FR: 18imp; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome plano, flácido, ruídos hidroaéreos presentes, dor leve e difusa à palpação profunda e dor à punho percussão da região lombar direita; dor à extensão e rotação interna da articulação coxofemoral direita. Identifique o exame complementar mais importante para a elucidação diagnóstica.

Alternativas

  1. A) De Hunter.
  2. B) De Sanfilippo.
  3. C) De Morquio.
  4. D) De Maroteaus Lamy.

Pérola Clínica

Tríade: Febre + Dor lombar + Dor à extensão do quadril (Sinal do Psoas) → Abscesso de Psoas.

Resumo-Chave

O abscesso de psoas pode ser primário (disseminação hematogênica, comum em diabéticos) ou secundário. A TC de abdome com contraste é o exame padrão-ouro para diagnóstico e planejamento terapêutico.

Contexto Educacional

O abscesso de psoas é uma condição rara e de diagnóstico desafiador devido aos sintomas inespecíficos. Pode ser classificado em primário (hematogênico, frequentemente por Staphylococcus aureus) ou secundário (extensão de infecções adjacentes como Doença de Crohn, apendicite ou discite). O caso clínico apresenta um paciente diabético com foco infeccioso prévio (erisipela), sugerindo disseminação hematogênica. A tríade clássica de febre, dor lombar e dor à movimentação do quadril está presente em apenas 30% dos casos, tornando o sinal do psoas um marcador clínico valioso. O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro e, na maioria das vezes, drenagem da coleção (percutânea ou cirúrgica). A demora no diagnóstico está associada a alta morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

O que é o sinal do psoas?

O sinal do psoas é um achado clínico clássico caracterizado por dor à extensão passiva do quadril ou à flexão ativa contra resistência. No contexto de febre e dor lombar, ele sugere fortemente irritação do músculo psoas, frequentemente por um abscesso retroperitoneal. A fisiopatologia envolve o alongamento do músculo inflamado, desencadeando dor intensa.

Qual a relação entre diabetes e abscesso de psoas?

Pacientes com Diabetes Mellitus possuem maior risco de abscessos primários de psoas devido à imunossupressão relativa e maior propensão a bacteremias. A rica vascularização do músculo psoas facilita a semeadura hematogênica a partir de focos distantes, como uma erisipela ou infecção urinária, levando à formação da coleção purulenta.

Por que a TC é superior ao ultrassom no abscesso de psoas?

A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é superior devido à sua alta sensibilidade (cerca de 100%) e capacidade de visualizar o espaço retroperitoneal sem interferência de gases intestinais. Ela define a extensão do abscesso, identifica a causa primária (se houver) e permite o planejamento de drenagem percutânea guiada.

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