FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021
Paciente de 36 anos com quadro de abscesso mamário subareolar crônico recidivante. Qual deve ser a principal recomendação médica?
Abscesso mamário subareolar crônico recidivante = fortemente associado ao tabagismo.
O abscesso mamário subareolar crônico recidivante, também conhecido como doença de Zuska ou fístula mamária crônica, está fortemente associado ao tabagismo. A cessação do tabagismo é a principal recomendação para prevenir a recorrência e promover a cicatrização.
O abscesso mamário subareolar crônico recidivante, também conhecido como doença de Zuska ou fístula mamária crônica, é uma condição inflamatória benigna da mama que afeta principalmente mulheres jovens não lactantes. É caracterizado por episódios repetidos de inflamação, dor, drenagem purulenta e formação de fístulas na região periareolar. A compreensão de sua etiologia e manejo é fundamental para a prática clínica. A patogênese envolve a metaplasia escamosa dos ductos lactíferos subareolares, que leva à obstrução do ducto, ectasia e subsequente infecção bacteriana. O fator de risco mais consistentemente associado a essa condição é o tabagismo. As substâncias tóxicas do cigarro parecem induzir a metaplasia escamosa, tornando os ductos mais suscetíveis à obstrução e infecção. Portanto, a principal recomendação médica para pacientes com abscesso mamário subareolar crônico recidivante é a cessação do tabagismo. Sem essa intervenção, as taxas de recorrência são muito altas, mesmo após drenagem cirúrgica ou antibioticoterapia. O tratamento definitivo muitas vezes requer a excisão cirúrgica do ducto afetado e do trato fistuloso, mas a manutenção do tabagismo compromete o sucesso a longo prazo.
A principal causa do abscesso mamário subareolar crônico recidivante é a metaplasia escamosa dos ductos lactíferos, que leva à obstrução e infecção. O tabagismo é o fator de risco mais fortemente associado a essa condição.
O tabagismo é um fator de risco importante porque as substâncias tóxicas do cigarro podem causar metaplasia escamosa do epitélio dos ductos lactíferos subareolares, levando à obstrução, ectasia e infecção, com formação de abscessos e fístulas.
O tratamento definitivo geralmente envolve a ressecção cirúrgica do ducto afetado e da fístula, juntamente com a cessação do tabagismo. Apenas drenagem e antibióticos têm alta taxa de recidiva se o tabagismo não for abordado.
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