UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Puérpera no 9° dia pós-parto vaginal, procura atendimento com queixa de dor intensa na mama esquerda, febre calafrios e dificuldade para amamentar. Ao exame: presença de dor e hiperemia na mama esquerda, com abaulamento local com flutuação no quadrante superior externo. Está indicado(a):
Mastite com flutuação = abscesso mamário → drenagem cirúrgica + ATB.
A presença de dor intensa, febre, hiperemia e, crucialmente, flutuação na mama de uma puérpera indica a formação de um abscesso mamário. Nesses casos, a drenagem cirúrgica é essencial, juntamente com antibioticoterapia, para resolver a infecção e preservar a amamentação.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama comum em lactantes, geralmente causada por estase láctea e infecção bacteriana, mais frequentemente por Staphylococcus aureus. Quando não tratada adequadamente ou em casos de virulência bacteriana, pode evoluir para a formação de um abscesso mamário, uma complicação séria que requer intervenção imediata. A incidência de mastite varia, mas o abscesso ocorre em cerca de 3-11% dos casos de mastite. O diagnóstico de abscesso mamário é feito pela história clínica de mastite com piora dos sintomas, dor intensa, febre alta e calafrios, associado ao exame físico que revela uma massa palpável, dolorosa, hiperemiada e, classicamente, com flutuação. A ultrassonografia mamária é um exame complementar útil para confirmar a presença e extensão do abscesso, diferenciando-o de uma mastite não complicada. O tratamento do abscesso mamário é a drenagem da coleção purulenta, que pode ser realizada por aspiração por agulha guiada por ultrassom (preferencial para abscessos menores) ou por incisão cirúrgica e drenagem (para abscessos maiores ou múltiplos). A antibioticoterapia sistêmica, cobrindo Staphylococcus aureus (ex: cefalexina, clindamicina), é fundamental e deve ser iniciada prontamente. A amamentação deve ser mantida, se tolerada, para evitar estase láctea e promover a recuperação.
Além dos sintomas de mastite (dor, febre, hiperemia), a presença de uma massa palpável, endurecida e, principalmente, com flutuação, sugere fortemente a formação de um abscesso.
A conduta inicial é a drenagem da coleção purulenta, que pode ser por aspiração guiada por ultrassom ou incisão cirúrgica, associada à antibioticoterapia sistêmica.
Não necessariamente. A amamentação deve ser incentivada na mama não afetada e, se possível, na mama afetada após a drenagem, pois ajuda na resolução da mastite e evita o ingurgitamento.
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