HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Puérpera, 28 anos de idade, G1P1, 14º dia pós-parto, apresenta dor e inchaço na mama esquerda, com secreção purulenta pelo mamilo. Ao exame físico, mama esquerda com eritema, edema, área flutuante dolorosa e linfonodos axilares palpáveis. A ultrassonografia revela coleção hipoecogênica de 3,5 cm com adenopatia axilar. O hemograma mostra leucocitose. Além da cobertura antibiótica, assinale a alternativa que apresenta a conduta apropriada.
Abscesso mamário puerperal: ATB + punção guiada por USG e manter aleitamento na mama não afetada, temporariamente suspender na afetada.
Em caso de abscesso mamário, a punção aspirativa guiada por ultrassom é a conduta de escolha para drenagem, combinada com antibioticoterapia. O aleitamento materno deve ser mantido na mama não afetada e pode ser temporariamente suspenso na mama afetada até a resolução do quadro, para evitar estase e promover a recuperação.
O tratamento consiste em antibioticoterapia sistêmica eficaz contra Staphylococcus aureus e drenagem do abscesso. A punção aspirativa guiada por ultrassom é o método preferencial, sendo menos invasiva e permitindo a manutenção do aleitamento. A drenagem cirúrgica é uma alternativa para abscessos maiores ou multiloculados. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, e a manutenção do aleitamento é incentivada na mama não afetada e, se possível, na afetada após a drenagem e melhora clínica.
Os sinais incluem dor intensa, inchaço, eritema, calor local, febre e uma área flutuante palpável na mama. Pode haver secreção purulenta pelo mamilo e linfonodos axilares aumentados, além de leucocitose no hemograma.
A conduta inicial envolve antibioticoterapia adequada e drenagem da coleção. A drenagem preferencial é a punção aspirativa guiada por ultrassom, que é menos invasiva e eficaz para abscessos menores. A cirurgia é reservada para casos refratários ou abscessos maiores.
Não necessariamente. O aleitamento deve ser mantido na mama não afetada. Na mama afetada, pode-se suspender temporariamente o aleitamento até a resolução do abscesso, mas a ordenha manual ou bomba pode ser incentivada para evitar estase e aliviar a dor, além de manter a produção de leite.
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