HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Após a confirmação de abscesso mamário no puerpério, recomenda-se:I. drenagem cirúrgica;II. esvaziamento de ambas as mamas, desprezando-se o leite;III. manter a amamentação na mama sadia;IV. inibir a lactação.Estão CORRETOS, APENAS, os itens:
Abscesso mamário no puerpério → Drenagem cirúrgica + manter amamentação na mama sadia e, se possível, na afetada após drenagem.
Após a confirmação de um abscesso mamário no puerpério, a conduta correta inclui a drenagem cirúrgica do abscesso. É fundamental manter a amamentação na mama sadia e, se possível, na mama afetada após a drenagem, para garantir o esvaziamento e evitar ingurgitamento, que pode piorar o quadro. A inibição da lactação não é recomendada.
O abscesso mamário no puerpério é uma complicação da mastite, que por sua vez é uma infecção comum em mulheres lactantes. A mastite é frequentemente causada por estase láctea e infecção bacteriana, geralmente por Staphylococcus aureus. Se não tratada adequadamente, pode evoluir para a formação de um abscesso, que é uma coleção de pus na mama. O diagnóstico de abscesso mamário é clínico, mas pode ser confirmado por ultrassonografia. O tratamento definitivo envolve a drenagem do abscesso, que pode ser cirúrgica ou por punção aspirativa guiada por ultrassom. Além da drenagem, a antibioticoterapia adequada é essencial. Um ponto crítico no manejo é a manutenção da amamentação. A amamentação deve ser incentivada na mama sadia e, se possível, na mama afetada após a drenagem, para garantir o esvaziamento da mama, aliviar a dor e promover a recuperação. A interrupção da lactação é geralmente desaconselhada, pois pode levar a ingurgitamento e piora do quadro. O residente deve estar apto a orientar a paciente sobre a importância da amamentação e do esvaziamento mamário durante o tratamento.
Um abscesso mamário geralmente se manifesta como uma massa dolorosa, flutuante e eritematosa na mama, acompanhada de febre, calafrios e mal-estar. Pode ser uma complicação de uma mastite não tratada ou tratada inadequadamente.
Manter a amamentação na mama sadia é crucial para evitar o ingurgitamento e a estase láctea nessa mama, prevenindo o desenvolvimento de mastite ou abscesso secundário. Além disso, garante a nutrição do bebê e a continuidade da lactação.
Não, a amamentação na mama afetada não é contraindicada após a drenagem do abscesso, desde que a mãe consiga e se sinta confortável. O esvaziamento da mama é benéfico para a resolução do quadro e pode ser feito por amamentação direta, ordenha manual ou bomba.
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