Abscesso Mamário Puerperal: Diagnóstico e Drenagem

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Puérpera de 3 semanas procura atendimento queixando-se de muita dor na mama, além de febre refratária à antitérmicos, há 5 dias. Ao exame, mama com hiperemia e massa palpável. Realizada ultrassonografia com imagem a seguirDiante do caso, a melhor conduta a ser realizada é:

Alternativas

  1. A) drenagem cirúrgica, com antibioticoterapia ajustada, se necessário, após cultura da secreção 
  2. B) drenagem cirúrgica, apenas
  3. C) antibioticoterapia empírica e aguardar resolução espontânea sem a necessidade de drenagem
  4. D) suspender a lactação, manter conduta expectante com antitérmicos e analgésicos até a resolução espontânea

Pérola Clínica

Abscesso mamário puerperal → drenagem (cirúrgica ou por punção) + antibioticoterapia. Manter amamentação.

Resumo-Chave

A presença de massa palpável, hiperemia, febre refratária e imagem ultrassonográfica de abscesso em puérpera indica a necessidade de drenagem. A antibioticoterapia é essencial, e a cultura da secreção guia o ajuste do antibiótico. A amamentação deve ser mantida.

Contexto Educacional

O abscesso mamário puerperal é uma complicação da mastite, que é uma inflamação da glândula mamária, geralmente infecciosa, comum em mulheres lactantes. A mastite ocorre mais frequentemente nas primeiras 6 semanas pós-parto e é causada principalmente por estase láctea e infecção bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o agente mais comum. Quando a mastite não é tratada adequadamente ou evolui, pode levar à formação de um abscesso, uma coleção de pus na mama. O diagnóstico de abscesso mamário é suspeitado clinicamente pela presença de dor intensa, hiperemia, febre persistente e uma massa palpável e flutuante na mama. A ultrassonografia mamária é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, diferenciar o abscesso de um flegmão e guiar o procedimento de drenagem. O tratamento do abscesso mamário é a drenagem, que pode ser realizada por punção aspirativa guiada por ultrassom ou por incisão cirúrgica, dependendo do tamanho e localização do abscesso. A antibioticoterapia sistêmica é essencial e deve ser iniciada empiricamente (geralmente cobrindo S. aureus) e ajustada após o resultado da cultura da secreção drenada. É fundamental orientar a puérpera a manter a amamentação, pois a drenagem do leite ajuda a aliviar a estase e promove a recuperação, além de ser segura para o bebê.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar mastite de abscesso mamário?

A mastite é uma inflamação da mama, geralmente com febre, dor e hiperemia, mas sem flutuação ou massa bem definida. O abscesso é uma complicação da mastite, caracterizado pela formação de uma coleção purulenta, com massa palpável e, frequentemente, febre persistente e piora da dor.

Qual o papel da ultrassonografia no abscesso mamário?

A ultrassonografia é crucial para confirmar o diagnóstico de abscesso, determinar seu tamanho e localização, e guiar a punção aspirativa ou a drenagem cirúrgica, diferenciando-o de outras lesões mamárias.

É seguro continuar amamentando com abscesso mamário?

Sim, a amamentação deve ser mantida na mama afetada, se tolerável, ou na mama contralateral. A drenagem do leite ajuda a aliviar a estase e pode auxiliar na resolução. O leite da mama afetada não é prejudicial ao bebê, e a suspensão abrupta pode agravar a situação.

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