UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Após a confirmação de abcesso mamário no puerpério localizado no quadrante superior direito da mama esquerda recomenda-se: I - Drenagem cirúrgica e antibioticoterapia. II - Esvaziamento de ambas as mamas e desprezando-se o leite. III - Manter a amamentação em ambas as mamas. IV - Inibir a lactação. Está correto o contido apenas em:
Abscesso mamário puerperal → Drenagem + ATB + Manter amamentação (se possível) para esvaziamento.
No abscesso mamário puerperal, a conduta correta inclui drenagem cirúrgica (ou por punção) e antibioticoterapia. É fundamental manter a amamentação na mama afetada (se a dor permitir) e na mama contralateral para garantir o esvaziamento e evitar a progressão da mastite, além de manter o aleitamento materno.
O abscesso mamário puerperal é uma complicação da mastite, caracterizado por uma coleção purulenta na mama, geralmente causada por infecção bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o agente mais comum. Ocorre predominantemente em mulheres que estão amamentando e é um desafio clínico devido à dor intensa e ao impacto na continuidade do aleitamento materno. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por ultrassonografia mamária. O tratamento do abscesso mamário envolve dois pilares principais: a drenagem da coleção purulenta e a antibioticoterapia sistêmica. A drenagem pode ser realizada cirurgicamente ou por punção aspirativa guiada por ultrassom, sendo esta última preferível por ser menos invasiva. A antibioticoterapia deve cobrir os patógenos mais comuns, como o Staphylococcus aureus, e ser mantida por um período adequado. Um ponto crucial e frequentemente mal compreendido é a manutenção da amamentação. Contrariamente ao que se pode pensar, a amamentação na mama afetada (se a dor permitir) e na mama contralateral deve ser mantida ou incentivada, pois o esvaziamento da mama é fundamental para a resolução da mastite e do abscesso, além de preservar o aleitamento materno. A interrupção da amamentação ou a inibição da lactação podem agravar a estase láctea e piorar o quadro.
A conduta inicial para abscesso mamário no puerpério envolve drenagem do abscesso (cirúrgica ou por punção guiada por ultrassom) e início de antibioticoterapia sistêmica eficaz contra Staphylococcus aureus.
Sim, é seguro e recomendado manter a amamentação na mama afetada, se a dor permitir, e na mama contralateral. O esvaziamento da mama é crucial para a resolução do quadro e para evitar a estase láctea.
Inibir a lactação não é recomendado, pois pode levar à estase láctea e agravar a inflamação, além de interromper o aleitamento materno, que é benéfico para o bebê e para a mãe. O esvaziamento é parte do tratamento.
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