Abscesso Mamário na Lactação: Diagnóstico e Manejo

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Multípara de 43 anos, lactante no 2o mês de amamentação, procura atendimento afirmando área de hiperemia e dor no quadrante superior-lateral de mama esquerda, há 5 dias. Relata que, inicialmente, a área afetada era próxima à aréola e que depois foi se estendendo para a região axilar homolateral. Verifica-se ponto de flutuação e adenopatia dolorosa na axila esquerda. Paciente febril no momento do atendimento. Diante desse quadro, deve-se realizar

Alternativas

  1. A) drenagem cirúrgica sobre o ponto de flutuação, com prosseguimento de amamentação em ambas as mamas.
  2. B) drenagem com agulha fina guiada por ultrassonografia, com prosseguimento de amamentação pela mama contralateral.
  3. C) antibioticoterapia durante 7 dias, com lactação mantida, desde que o leite produzido pela mama afetada seja fervido antes de oferecê-lo.
  4. D) mamografia para descartar carcinoma inflamatório de mama, seguida de punção esvaziadora e de suspensão de amamentação até o resultado do anatomopatológico.

Pérola Clínica

Abscesso mamário em lactante com flutuação e febre → drenagem cirúrgica e manter amamentação em ambas as mamas.

Resumo-Chave

A presença de flutuação em uma área de hiperemia e dor na mama de uma lactante, associada à febre, indica a formação de um abscesso. A conduta prioritária é a drenagem do abscesso, preferencialmente cirúrgica, e a amamentação deve ser mantida para evitar ingurgitamento e facilitar a recuperação.

Contexto Educacional

O abscesso mamário é uma complicação da mastite puerperal, uma inflamação da mama comum em lactantes, especialmente nas primeiras semanas pós-parto. A incidência de mastite varia, mas cerca de 3% das mulheres desenvolvem abscesso. É crucial para o residente saber diferenciar a mastite do abscesso e iniciar o tratamento adequado para evitar complicações e garantir a continuidade da amamentação. A fisiopatologia da mastite geralmente começa com a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana (mais comumente Staphylococcus aureus) que entra através de fissuras mamilares. Se não tratada adequadamente, a infecção pode progredir para a formação de um abscesso. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, calor, hiperemia e, no caso de abscesso, a presença de uma massa flutuante. A ultrassonografia mamária é útil para confirmar o diagnóstico e guiar a drenagem. O tratamento do abscesso mamário envolve a drenagem do pus e antibioticoterapia sistêmica. A drenagem pode ser por aspiração com agulha guiada por ultrassom para abscessos menores ou drenagem cirúrgica para abscessos maiores ou multiloculados. É fundamental orientar a paciente a manter a amamentação em ambas as mamas, pois isso auxilia na resolução do quadro e previne o ingurgitamento. A interrupção da amamentação pode piorar a estase e prolongar a recuperação. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um abscesso mamário em lactantes?

Os sinais e sintomas de um abscesso mamário incluem dor intensa, hiperemia localizada, calor, inchaço e, caracteristicamente, a presença de uma massa flutuante na mama. Febre e mal-estar geral são comuns, e pode haver adenopatia axilar dolorosa.

Qual a conduta inicial para mastite que evolui para abscesso?

A conduta inicial para mastite que evolui para abscesso é a drenagem do abscesso, que pode ser por punção com agulha guiada por ultrassom ou drenagem cirúrgica, dependendo do tamanho e localização. A antibioticoterapia é essencial, e a amamentação deve ser mantida.

É seguro continuar amamentando com abscesso mamário?

Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando na mama afetada, a menos que a dor seja insuportável ou a incisão cirúrgica impeça. A amamentação ajuda a esvaziar a mama, reduzindo o ingurgitamento e promovendo a recuperação. O leite não é prejudicial ao bebê.

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