INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Multípara de 43 anos, lactante no 2o mês de amamentação, procura atendimento afirmando área de hiperemia e dor no quadrante superior-lateral de mama esquerda, há 5 dias. Relata que, inicialmente, a área afetada era próxima à aréola e que depois foi se estendendo para a região axilar homolateral. Verifica-se ponto de flutuação e adenopatia dolorosa na axila esquerda. Paciente febril no momento do atendimento. Diante desse quadro, deve-se realizar
Abscesso mamário em lactante com flutuação e febre → drenagem cirúrgica e manter amamentação em ambas as mamas.
A presença de flutuação em uma área de hiperemia e dor na mama de uma lactante, associada à febre, indica a formação de um abscesso. A conduta prioritária é a drenagem do abscesso, preferencialmente cirúrgica, e a amamentação deve ser mantida para evitar ingurgitamento e facilitar a recuperação.
O abscesso mamário é uma complicação da mastite puerperal, uma inflamação da mama comum em lactantes, especialmente nas primeiras semanas pós-parto. A incidência de mastite varia, mas cerca de 3% das mulheres desenvolvem abscesso. É crucial para o residente saber diferenciar a mastite do abscesso e iniciar o tratamento adequado para evitar complicações e garantir a continuidade da amamentação. A fisiopatologia da mastite geralmente começa com a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana (mais comumente Staphylococcus aureus) que entra através de fissuras mamilares. Se não tratada adequadamente, a infecção pode progredir para a formação de um abscesso. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, calor, hiperemia e, no caso de abscesso, a presença de uma massa flutuante. A ultrassonografia mamária é útil para confirmar o diagnóstico e guiar a drenagem. O tratamento do abscesso mamário envolve a drenagem do pus e antibioticoterapia sistêmica. A drenagem pode ser por aspiração com agulha guiada por ultrassom para abscessos menores ou drenagem cirúrgica para abscessos maiores ou multiloculados. É fundamental orientar a paciente a manter a amamentação em ambas as mamas, pois isso auxilia na resolução do quadro e previne o ingurgitamento. A interrupção da amamentação pode piorar a estase e prolongar a recuperação. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado.
Os sinais e sintomas de um abscesso mamário incluem dor intensa, hiperemia localizada, calor, inchaço e, caracteristicamente, a presença de uma massa flutuante na mama. Febre e mal-estar geral são comuns, e pode haver adenopatia axilar dolorosa.
A conduta inicial para mastite que evolui para abscesso é a drenagem do abscesso, que pode ser por punção com agulha guiada por ultrassom ou drenagem cirúrgica, dependendo do tamanho e localização. A antibioticoterapia é essencial, e a amamentação deve ser mantida.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando na mama afetada, a menos que a dor seja insuportável ou a incisão cirúrgica impeça. A amamentação ajuda a esvaziar a mama, reduzindo o ingurgitamento e promovendo a recuperação. O leite não é prejudicial ao bebê.
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