INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 40 anos, diabético e obeso, comparece ao pronto-socorro, com evolução de 24 horas de dor em nádega direita e febre. O exame físico indica nádega direita sem sinais de flogose, com dor à palpação perianal. Ao exame de toque retal, notam-se fezes e discreta elevação da mucosa, a cerca de 6 cm da margem anal.Nesse caso, devem ser prescritos ao paciente o uso de
Abscesso perianal/isquiorretal em paciente com fatores de risco (DM, obesidade) → ATB + drenagem cirúrgica.
A presença de dor perianal, febre e uma massa palpável ao toque retal, mesmo sem sinais externos de flogose, sugere um abscesso profundo (como o isquiorretal). Em pacientes com comorbidades como diabetes e obesidade, a infecção pode ser mais grave e a intervenção cirúrgica é essencial, complementada por antibioticoterapia.
Abscessos anorretais são infecções comuns que se originam nas glândulas anais. O abscesso isquiorretal é uma forma mais profunda, localizada no espaço isquiorretal, e pode não apresentar sinais externos de flogose, tornando o toque retal crucial para o diagnóstico. A fisiopatologia envolve a obstrução de uma glândula anal, levando à estase e infecção bacteriana. Em pacientes diabéticos e obesos, a resposta imune comprometida e a circulação deficiente podem agravar o quadro, tornando a infecção mais agressiva e com maior risco de complicações. O tratamento padrão ouro para abscessos anorretais é a drenagem cirúrgica imediata, que deve ser realizada sob anestesia. A antibioticoterapia é um adjuvante, especialmente em pacientes com comorbidades, imunossupressão ou sinais de sepse, mas não substitui a drenagem.
Os principais sinais são dor perianal intensa e progressiva, febre, mal-estar e, ao toque retal, uma massa dolorosa e flutuante, por vezes sem sinais externos de inflamação.
A drenagem cirúrgica é essencial para remover o pus e aliviar a pressão, prevenindo a disseminação da infecção, a formação de fístulas complexas e a sepse. Antibióticos sozinhos são insuficientes.
Fatores de risco incluem diabetes mellitus, obesidade, doença de Crohn, imunossupressão e histórico de fístulas anais. Essas condições podem comprometer a cicatrização e a resposta imune.
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