UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Abscessos anorretais são complicações comuns, com mais de 95% dos casos originados por infecções criptoglandulares. O conhecimento sobre as diferentes localizações e características anatômicas dos abscessos é essencial para a escolha do tratamento adequado, visando prevenir o desenvolvimento de fístulas crônicas. Com base na anatomia e nas características de expansão dos diferentes tipos de abscessos anorretais, qual das alternativas a seguir descreve corretamente o comportamento de um abscesso isquiorretal?
Abscesso isquiorretal → atravessa o esfíncter externo para ocupar a gordura da fossa isquiorretal.
O abscesso isquiorretal resulta da extensão lateral de uma infecção interesfincteriana através do esfíncter externo, ocupando o espaço adiposo da fossa isquiorretal.
Os abscessos anorretais são classificados de acordo com os espaços anatômicos que ocupam: perianal, isquiorretal, interesfincteriano e supralevator. O espaço isquiorretal é uma área em forma de pirâmide preenchida por gordura, limitada medialmente pelo esfíncter externo e superiormente pelo músculo levantador do ânus. Clinicamente, o abscesso isquiorretal manifesta-se com dor retal intensa, febre e mal-estar. Ao exame, pode haver abaulamento e eritema na nádega, mas a flutuação pode ser tardia devido à profundidade. O tratamento é a drenagem cirúrgica imediata, independentemente da presença de flutuação.
Mais de 95% originam-se de uma infecção nas glândulas anais localizadas nas criptas, ao nível da linha pectínea. Esta é a chamada teoria criptoglandular, onde a obstrução do ducto glandular leva à formação de abscesso no espaço interesfincteriano.
O abscesso perianal é superficial e se expande para baixo em direção à margem anal. O isquiorretal atravessa o esfíncter externo e ocupa a fossa isquiorretal, podendo conter grandes volumes de pus antes de apresentar sinais externos evidentes como flutuação.
O principal risco é a progressão para uma fístula anal crônica ou a extensão para o lado contralateral, formando um abscesso em 'ferradura'. Além disso, há risco de sepse perineal (Gangrena de Fournier) em pacientes imunossuprimidos ou diabéticos.
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