Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Homem de 72 anos, diabético tipo II, dá entrada na emergência com dor abdominal de forte intensidade à direita, febre (38,2 °C), confusão mental e náuseas há 3 dias. Foi submetido a apendicectomia por videolaparoscopia há 13 dias, sem intercorrências, tendo alta após 2 dias. PA = 90 x 65 mmHg; FC = 124 bpm. Palpa-se massa dolorosa em quadrante inferior direito no abdome. Exames: leucograma = 26000 céls./mm³ . Tomografia abdominal a seguir. A conduta mais adequada a esse paciente deverá ser
Abscesso pós-apendicectomia + instabilidade hemodinâmica → Drenagem percutânea guiada por imagem.
Pacientes com abscesso intraperitoneal pós-operatório, especialmente com sinais de sepse e instabilidade hemodinâmica, requerem intervenção imediata. A drenagem percutânea guiada por imagem é a conduta de escolha para abscessos bem localizados, minimizando a morbidade de uma reabordagem cirúrgica aberta.
Abscessos intraperitoneais são coleções de pus que se formam na cavidade abdominal, frequentemente como complicação de cirurgias abdominais, como a apendicectomia. A incidência varia, mas é uma causa importante de morbidade e mortalidade pós-operatória, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades como diabetes. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia envolve a contaminação da cavidade peritoneal durante ou após a cirurgia, levando à formação de uma coleção encapsulada. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por febre, dor abdominal, leucocitose e instabilidade hemodinâmica, e confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdome, que demonstra a coleção líquida com realce periférico. O tratamento de escolha para abscessos bem localizados e acessíveis é a drenagem percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC), associada a antibioticoterapia de amplo espectro. A cirurgia aberta é reservada para casos de falha da drenagem percutânea, abscessos multiloculados complexos, fístulas ou quando há outras indicações cirúrgicas concomitantes.
Os sinais incluem dor abdominal persistente ou nova, febre, taquicardia, leucocitose e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica. Pode haver massa palpável no abdome.
A drenagem percutânea é menos invasiva que a cirurgia aberta, com menor morbidade e tempo de recuperação. É eficaz para abscessos bem localizados e acessíveis, especialmente quando guiada por imagem.
A cirurgia aberta é indicada para abscessos multiloculados, de difícil acesso percutâneo, com fístulas associadas, ou quando a drenagem percutânea falha em controlar a infecção.
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