Complicações da Apendicectomia: Manejo de Abscessos

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

A apendicectomia é considerada o tratamento mais seguro para a apendicite aguda em qualquer fase da sua evolução. Sobre as complicações da apendicectomia, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A deiscência do coto apendicular geralmente ocasiona fístulas estercorais de alto débito, demandando re-intervenções precoces.
  2. B) A presença de icterícia e febre no pós-operatório pode ser decorrente de pileflebite, uma complicação leve e autolimitada.
  3. C) Os abscessos intracavitários, quando bem localizados e definidos, podem ser drenados por via percutânea, guiados por exame de imagem.
  4. D) A infecção da ferida operatória é a complicação mais comum pós-apendicectomia, e sua incidência é maior na cirurgia laparoscópica em comparação com a aberta.

Pérola Clínica

Abscessos intracavitários pós-apendicectomia bem localizados → Drenagem percutânea guiada por imagem.

Resumo-Chave

As complicações da apendicectomia variam em gravidade. Abscessos intracavitários são uma complicação importante e, quando bem definidos e localizados, a drenagem percutânea guiada por imagem é uma opção terapêutica eficaz, evitando re-intervenções cirúrgicas abertas.

Contexto Educacional

A apendicectomia é o tratamento definitivo para a apendicite aguda, uma das emergências cirúrgicas abdominais mais frequentes. Embora seja um procedimento comum, pode estar associado a diversas complicações pós-operatórias, cuja compreensão é crucial para o manejo adequado do paciente. A incidência e o tipo de complicação podem variar dependendo do estágio da apendicite (não complicada vs. perfurada) e da técnica cirúrgica (aberta vs. laparoscópica). Entre as complicações, destacam-se a infecção do sítio cirúrgico, abscessos intracavitários, fístulas estercorais e a pileflebite. A infecção da ferida operatória é a mais comum, e sua incidência é geralmente maior em casos de apendicite perfurada. Abscessos intracavitários podem se formar no local da apendicectomia ou em outras regiões da cavidade abdominal, manifestando-se com febre persistente e dor abdominal. O manejo das complicações exige atenção. Abscessos bem localizados e definidos podem ser tratados com drenagem percutânea guiada por imagem, uma abordagem menos invasiva que a re-intervenção cirúrgica. A pileflebite, embora rara, é uma complicação grave que requer antibioticoterapia prolongada e, por vezes, anticoagulação. A deiscência do coto apendicular, embora infrequente, pode levar a fístulas estercorais que demandam manejo complexo, nem sempre exigindo re-intervenção precoce, dependendo do débito e da condição do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a complicação mais comum da apendicectomia?

A complicação mais comum da apendicectomia é a infecção do sítio cirúrgico, que pode ser superficial, profunda ou de órgão/espaço. Sua incidência varia com o grau de contaminação da apendicite.

O que é pileflebite e como ela se manifesta?

Pileflebite é uma tromboflebite séptica da veia porta e seus ramos, uma complicação rara mas grave da apendicite. Manifesta-se com febre, icterícia, dor abdominal e pode levar a abscessos hepáticos.

Quando a drenagem percutânea é indicada para abscessos pós-apendicectomia?

A drenagem percutânea é indicada para abscessos intracavitários bem localizados e uniloculares, com diâmetro maior que 3-5 cm, guiada por ultrassom ou tomografia, evitando cirurgia em muitos casos.

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