UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
É o mais provável responsável por um abscesso intra-peritonial em um paciente submetido a uma apendicectomia devido a uma apendicite supurada:
Abscesso intra-abdominal pós-apendicectomia → E. coli (Gram-negativa) e Bacteroides fragilis (anaeróbio).
Abscessos intra-abdominais pós-apendicectomia por apendicite supurada são frequentemente polimicrobianos, refletindo a flora intestinal. A Escherichia coli é a bactéria Gram-negativa aeróbia mais comum, enquanto o Bacteroides fragilis é o anaeróbio predominante, ambos cruciais na patogênese.
Abscessos intra-abdominais são complicações sérias de procedimentos cirúrgicos abdominais, especialmente aqueles que envolvem contaminação da cavidade peritoneal, como a apendicectomia por apendicite supurada ou perfurada. A compreensão da microbiologia desses abscessos é crucial para a escolha da antibioticoterapia empírica e o manejo adequado. A cavidade abdominal, quando exposta à flora intestinal, é colonizada por uma vasta gama de microrganismos. Em casos de apendicite supurada, há extravasamento de conteúdo intestinal para o peritônio. Os abscessos resultantes são tipicamente polimicrobianos, envolvendo uma combinação de bactérias aeróbias e anaeróbias. Entre as bactérias aeróbias Gram-negativas, a Escherichia coli é o patógeno mais frequentemente isolado, devido à sua alta prevalência no cólon e sua capacidade de causar infecções. Além da E. coli, as bactérias anaeróbias, particularmente o Bacteroides fragilis, são extremamente importantes na patogênese e na formação de abscessos. Embora em menor número em comparação com as aeróbias, os anaeróbios contribuem significativamente para a inflamação e a formação de pus. Portanto, o tratamento de abscessos intra-abdominais requer uma abordagem que cubra tanto os Gram-negativos aeróbios quanto os anaeróbios, geralmente com uma combinação de antibióticos ou um agente de amplo espectro.
Fatores de risco incluem apendicite perfurada ou supurada, peritonite difusa, tempo cirúrgico prolongado, drenagem inadequada de coleções e imunossupressão. A contaminação da cavidade abdominal é o principal fator.
A flora intestinal é rica em anaeróbios, como Bacteroides fragilis, que desempenham um papel crucial na formação de abscessos. A cobertura antibiótica para anaeróbios é essencial para o tratamento eficaz, geralmente com metronidazol ou clindamicina.
O diagnóstico é suspeitado por febre persistente, dor abdominal, leucocitose e íleo prolongado no pós-operatório. É confirmado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada abdominal, que localizam a coleção.
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