Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
O abscesso hepático decorrente de uma apendicite complicada deve ser tratado com:
Abscesso hepático pós-apendicite → Drenagem percutânea + ATB venosa é a conduta padrão.
Abscessos hepáticos piogênicos, especialmente os de origem apendicular (via veia porta), requerem uma abordagem combinada. A drenagem percutânea é preferível à cirúrgica quando viável, para remover o material purulento, enquanto a antibioticoterapia venosa combate a infecção sistêmica e residual.
O abscesso hepático piogênico é uma coleção de pus no fígado, frequentemente polimicrobiana, e pode ser uma complicação grave de infecções intra-abdominais, como a apendicite complicada. Sua incidência tem diminuído com o avanço dos antibióticos, mas ainda representa um desafio diagnóstico e terapêutico, com mortalidade significativa se não tratado adequadamente. A fisiopatologia envolve a disseminação de bactérias para o fígado, seja via veia porta (como na apendicite, diverticulite), via biliar (colangite), ou por extensão direta. O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, que revelam a coleção líquida. A suspeita clínica é crucial em pacientes com febre, dor abdominal e história de infecção intra-abdominal recente. O tratamento padrão ouro para abscessos hepáticos piogênicos é a combinação de drenagem (percutânea guiada por imagem ou, menos frequentemente, cirúrgica) e antibioticoterapia sistêmica de amplo espectro. A escolha do antibiótico deve cobrir bactérias gram-negativas entéricas e anaeróbios, sendo ajustada após cultura e antibiograma do material drenado. A duração da antibioticoterapia é prolongada, geralmente de 4 a 6 semanas.
Febre, dor no quadrante superior direito, calafrios, náuseas, vômitos e hepatomegalia são comuns. Icterícia pode ocorrer em casos de obstrução biliar associada.
É menos invasiva que a cirurgia, com menor morbidade e tempo de recuperação, sendo eficaz na remoção do pus e alívio da pressão, além de permitir a coleta de material para cultura.
A infecção geralmente se dissemina via veia porta (pileflebite), levando à formação de abscessos piogênicos no fígado, principalmente no lobo direito.
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