SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Paciente de 30 anos de idade submetido a apendicectomia videolaparoscópica há 20 dias evoluindo com formação de abscesso hepático em seguimento V e VI deve ser tratado definitivamente com:
Abscesso hepático piogênico acessível → Drenagem percutânea + Antibioticoterapia.
A drenagem percutânea guiada por imagem é o tratamento de escolha para abscessos hepáticos piogênicos únicos e acessíveis devido à menor morbidade em relação à cirurgia.
O abscesso hepático piogênico pode surgir como uma complicação de infecções intra-abdominais, como a apendicite, através da disseminação portal (pileflebite). No caso de abscessos localizados nos segmentos V e VI, o acesso percutâneo costuma ser tecnicamente simples e seguro. A abordagem definitiva combina a evacuação do pus com a terapia antimicrobiana prolongada. A cirurgia (laparoscópica ou aberta) é reservada para casos de ruptura do abscesso, falha da drenagem percutânea, abscessos multiloculados complexos ou quando há necessidade de tratar a causa primária intra-abdominal simultaneamente.
A drenagem percutânea está indicada para abscessos hepáticos piogênicos únicos, geralmente maiores que 3 a 5 cm, ou naqueles que não apresentam melhora clínica após 48-72 horas de antibioticoterapia exclusiva. É o método preferencial por ser minimamente invasivo e apresentar taxas de sucesso superiores a 90% em coleções uniloculares.
A via percutânea oferece menor tempo de internação, menor taxa de complicações pós-operatórias, menor custo hospitalar e pode ser realizada sob anestesia local ou sedação leve, sendo ideal para pacientes debilitados ou no pós-operatório recente de outras cirurgias abdominais.
A antibioticoterapia deve ser de amplo espectro, cobrindo a flora polimicrobiana comum (Gram-negativos entéricos, anaeróbios e estreptococos). Esquemas comuns incluem Ceftriaxone associado ao Metronidazol ou Piperacilina-Tazobactam, com ajuste posterior baseado na cultura do material drenado.
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