Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Paciente de 27 anos de idade retornou ao pronto atendimento de cirurgia no 21.º dia de pós-operatório de apendicite aguda. Referiu febre, dor e anorexia. Na investigação inicial, evidenciou-se um abscesso subcapsular no lobo direito do fígado, medindo 6 cm de diâmetro.Nesse caso clínico, entre as opções a seguir, a conduta mais adequada inicialmente é
Abscesso hepático > 5 cm → drenagem percutânea + ATB.
Abscessos hepáticos maiores que 5 cm, especialmente os piogênicos, requerem drenagem para controle da infecção e alívio dos sintomas. A drenagem percutânea guiada por imagem é a abordagem inicial preferencial, combinada com antibioticoterapia de amplo espectro.
Abscessos hepáticos são coleções purulentas no parênquima hepático, que podem ser amebianos ou piogênicos. No contexto pós-operatório de apendicite aguda, a etiologia mais provável é piogênica, resultante da disseminação bacteriana pela veia porta (pileflebite) ou por contiguidade. A apresentação clínica geralmente inclui febre, dor abdominal no quadrante superior direito e sintomas inespecíficos como anorexia e mal-estar. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, que permitem localizar e medir o abscesso. A conduta terapêutica para abscessos hepáticos piogênicos depende do tamanho e da localização. Abscessos menores que 3-5 cm podem, em alguns casos, ser tratados apenas com antibioticoterapia. No entanto, abscessos maiores que 5 cm, como o descrito na questão (6 cm), requerem drenagem. A drenagem percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC) é a abordagem de escolha inicial, por ser menos invasiva e eficaz. Deve ser sempre associada à antibioticoterapia de amplo espectro, que será ajustada de acordo com o resultado da cultura e antibiograma do material drenado. A drenagem aberta é reservada para casos de falha da drenagem percutânea, abscessos múltiplos não acessíveis percutaneamente ou complicações.
A via mais comum é a extensão da infecção por via portal (pileflebite), onde bactérias da apendicite migram para o fígado, formando abscessos piogênicos.
A drenagem percutânea é menos invasiva, tem menor morbidade e é a primeira escolha para abscessos bem localizados e acessíveis, especialmente se maiores que 5 cm, como no caso.
A antibioticoterapia é fundamental para combater a infecção sistêmica e residual, devendo ser iniciada empiricamente com cobertura para germes entéricos e ajustada após cultura do material drenado.
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