UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, com histórico de diabetes mellitus e colecistectomia há 5 anos, é admitido no hospital com febre alta, dor no quadrante superior direito e perda de apetite nas últimas semanas. A ultrassonografia abdominal revela um abscesso hepático de 8 cm. Hemoculturas foram coletadas e o paciente foi iniciado com antibióticos de amplo espectro. No entanto, nas primeiras 48 horas, ele permanece febril e a dor persiste. O cirurgião decide pela drenagem do abscesso. Com base nesse cenário, qual é a melhor abordagem para o manejo desse paciente?
Abscesso hepático > 5cm ou sem melhora em 48-72h de ATB → Drenagem percutânea guiada por imagem.
A drenagem percutânea é a intervenção de primeira linha para abscessos hepáticos piogênicos volumosos, oferecendo menor morbidade que a cirurgia aberta e permitindo a identificação do patógeno.
O abscesso hepático piogênico é uma condição grave com mortalidade significativa se não tratada. A origem costuma ser biliar (colecistite, colangite), portal (apendicite, diverticulite) ou hematogênica. O tratamento moderno baseia-se no tripé: suporte clínico, antibioticoterapia venosa prolongada e drenagem da coleção. A drenagem percutânea guiada por USG ou TC revolucionou o prognóstico, reservando-se a laparotomia apenas para casos de ruptura ou falha dos métodos minimamente invasivos.
A drenagem está indicada para abscessos maiores que 5 cm, coleções com risco de ruptura, pacientes que não respondem clinicamente após 48-72 horas de antibioticoterapia ou quando há necessidade de identificação microbiológica.
A drenagem percutânea (por agulha ou cateter) é menos invasiva, possui menores taxas de complicações, menor tempo de internação e pode ser realizada sob anestesia local ou sedação leve.
Historicamente a E. coli era a principal, mas atualmente a Klebsiella pneumoniae tem emergido como o patógeno mais comum, especialmente em pacientes diabéticos, podendo causar abscessos únicos e volumosos.
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