SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Paciente proveniente de asilo, com histórico de múltiplas internações, apresenta abscesso hepático de possível origem hematogênica. Tem grave insuficiência renal aguda e não pode fazer contraste venoso. Considerando os exames possíveis de realizar nesse caso, a imagem clássica esperada é lesão:
Abscesso hepático na TC (sem contraste) = lesão hipodensa com bordos definidos. Níveis hidroaéreos indicam gás.
Em pacientes com insuficiência renal aguda e contraindicação a contraste, a TC sem contraste é a modalidade de escolha para avaliar abscesso hepático. A presença de níveis hidroaéreos é um achado importante que sugere infecção por bactérias produtoras de gás.
O abscesso hepático é uma coleção purulenta no parênquima hepático, que pode ser de origem piogênica (mais comum), amebiana ou fúngica. Sua etiologia é variada, incluindo infecções biliares, disseminação hematogênica (como no caso de asilo com múltiplas internações, sugerindo bacteremia), trauma ou infecção direta. O diagnóstico precoce é crucial devido à sua morbimortalidade significativa, especialmente em pacientes com comorbidades como insuficiência renal. Em pacientes com insuficiência renal aguda, a escolha do método de imagem é desafiadora devido à contraindicação de contrastes iodados intravenosos, que podem agravar a função renal. Nesses casos, a Tomografia Computadorizada (TC) sem contraste ou a ultrassonografia são as modalidades preferenciais. Na TC, o abscesso piogênico tipicamente se manifesta como uma lesão hipodensa, com densidade semelhante à da água, e pode apresentar bordos definidos. A presença de níveis hidroaéreos dentro da lesão é um achado patognomônico de abscesso com produção de gás, geralmente por bactérias anaeróbias ou enterobactérias. O manejo do abscesso hepático envolve antibioticoterapia prolongada e, frequentemente, drenagem percutânea ou cirúrgica. A identificação precisa das características de imagem é fundamental para o diagnóstico e para guiar a intervenção. Para residentes, é vital reconhecer os achados clássicos na TC sem contraste, especialmente em cenários clínicos complexos como a insuficiência renal, para evitar atrasos no tratamento e melhorar o prognóstico do paciente.
Na TC sem contraste, um abscesso hepático geralmente se apresenta como uma lesão hipodensa, com densidade semelhante à da água, e pode conter níveis hidroaéreos se houver produção de gás por bactérias anaeróbias ou enterobactérias.
A TC sem contraste é preferível em pacientes com insuficiência renal devido ao risco de nefropatia induzida por contraste, uma complicação grave que pode piorar a função renal e exigir diálise.
Os diferenciais de uma lesão hipodensa no fígado na TC incluem cistos simples, metástases necróticas, hemangiomas atípicos e, em casos raros, tumores primários hipovasculares. A história clínica e outros achados são cruciais para a distinção.
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