HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Lactente de 2 meses de vida é levado à Unidade Básica de Saúde porque, há 2 dias, a mãe notou uma lesão eritematosa, indolor, que tem aumentado de tamanho, em braço direito. Ao exame, a criança apresenta um abscesso frio, de 2 cm de diâmetro, com um ponto de flutuação, na região ao redor do local de aplicação da vacina BCG id. Neste caso a melhor conduta, dentre as seguintes opções, é:
Abscesso frio pós-BCG → tratamento com Isoniazida até resolução; não é observação espontânea.
O abscesso frio pós-BCG é uma complicação local da vacina, geralmente benigna, mas que requer tratamento específico. A Isoniazida é a droga de escolha, administrada até a completa resolução da lesão, e não se deve apenas observar, pois pode evoluir para fístula.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é uma vacina atenuada utilizada mundialmente para prevenir formas graves de tuberculose, especialmente em crianças. É administrada intradermicamente, e a reação esperada no local de aplicação inclui uma pápula que evolui para úlcera e cicatrização. No entanto, podem ocorrer complicações locais, como o abscesso frio. O abscesso frio pós-BCG é uma complicação relativamente comum, caracterizada por uma coleção purulenta indolor e sem sinais inflamatórios agudos (calor, rubor) no local da aplicação ou em linfonodos regionais. Ele ocorre devido à replicação excessiva do bacilo atenuado da vacina. O diagnóstico é clínico, e a diferenciação de outras infecções é importante. A conduta para o abscesso frio pós-BCG não é a observação espontânea, nem o uso de antibióticos para bactérias comuns. O tratamento de escolha é a Isoniazida, administrada por via oral, até a completa resolução da lesão, que pode levar semanas a meses. A incisão e drenagem cirúrgica são geralmente contraindicadas, pois podem levar à formação de fístulas crônicas. A aspiração com agulha fina pode ser considerada em casos de grande volume.
As principais complicações locais da vacina BCG incluem úlcera local, abscesso frio, linfadenite supurativa e, mais raramente, osteíte. O abscesso frio é uma coleção purulenta sem sinais flogísticos clássicos de calor e dor.
A conduta para abscesso frio pós-BCG é o tratamento com Isoniazida, geralmente por via oral, até a completa resolução da lesão. Em alguns casos, pode ser necessária a aspiração do conteúdo purulento, mas a incisão e drenagem são contraindicadas.
A Isoniazida é o tratamento de escolha porque o abscesso frio é causado pela replicação do bacilo atenuado da vacina BCG (Mycobacterium bovis), que é sensível a essa droga. Antibióticos comuns para bactérias Gram-positivas não seriam eficazes.
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