Abscesso Frio Pós-BCG: Diagnóstico e Tratamento Ideal

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

Lactente de 2 meses de vida é levado à Unidade Básica de Saúde porque, há 2 dias, a mãe notou uma lesão eritematosa, indolor, que tem aumentado de tamanho, em braço direito. Ao exame, a criança apresenta um abscesso frio, de 2 cm de diâmetro, com um ponto de flutuação, na região ao redor do local de aplicação da vacina BCG id. Neste caso a melhor conduta, dentre as seguintes opções, é:

Alternativas

  1. A) Isoniazida até a completa resolução da lesão.
  2. B) Rifampicina por 6 meses.
  3. C) Tranquilizar os pais e observar a resolução espontânea da lesão.
  4. D) Antibiótico para bactérias Gram-positivas por 07 dias.
  5. E) Antibiótico para bactérias Gram-positivas por 21 dias.

Pérola Clínica

Abscesso frio pós-BCG → tratamento com Isoniazida até resolução; não é observação espontânea.

Resumo-Chave

O abscesso frio pós-BCG é uma complicação local da vacina, geralmente benigna, mas que requer tratamento específico. A Isoniazida é a droga de escolha, administrada até a completa resolução da lesão, e não se deve apenas observar, pois pode evoluir para fístula.

Contexto Educacional

A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é uma vacina atenuada utilizada mundialmente para prevenir formas graves de tuberculose, especialmente em crianças. É administrada intradermicamente, e a reação esperada no local de aplicação inclui uma pápula que evolui para úlcera e cicatrização. No entanto, podem ocorrer complicações locais, como o abscesso frio. O abscesso frio pós-BCG é uma complicação relativamente comum, caracterizada por uma coleção purulenta indolor e sem sinais inflamatórios agudos (calor, rubor) no local da aplicação ou em linfonodos regionais. Ele ocorre devido à replicação excessiva do bacilo atenuado da vacina. O diagnóstico é clínico, e a diferenciação de outras infecções é importante. A conduta para o abscesso frio pós-BCG não é a observação espontânea, nem o uso de antibióticos para bactérias comuns. O tratamento de escolha é a Isoniazida, administrada por via oral, até a completa resolução da lesão, que pode levar semanas a meses. A incisão e drenagem cirúrgica são geralmente contraindicadas, pois podem levar à formação de fístulas crônicas. A aspiração com agulha fina pode ser considerada em casos de grande volume.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações locais da vacina BCG?

As principais complicações locais da vacina BCG incluem úlcera local, abscesso frio, linfadenite supurativa e, mais raramente, osteíte. O abscesso frio é uma coleção purulenta sem sinais flogísticos clássicos de calor e dor.

Qual a conduta terapêutica para um abscesso frio pós-BCG?

A conduta para abscesso frio pós-BCG é o tratamento com Isoniazida, geralmente por via oral, até a completa resolução da lesão. Em alguns casos, pode ser necessária a aspiração do conteúdo purulento, mas a incisão e drenagem são contraindicadas.

Por que a Isoniazida é o tratamento de escolha para o abscesso frio pós-BCG?

A Isoniazida é o tratamento de escolha porque o abscesso frio é causado pela replicação do bacilo atenuado da vacina BCG (Mycobacterium bovis), que é sensível a essa droga. Antibióticos comuns para bactérias Gram-positivas não seriam eficazes.

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