UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
UL, 45 anos, apresenta quadro de dor abdominal localizada em hipocôndrio esquerdo, adinamia e febre. A tomografia computadorizada do abdome diagnostica abscesso esplênico. Quanto ao abscesso esplênico, qual a afirmativa errada?
Abscesso esplênico raramente é pós-traumático; mais comum por disseminação hematogênica (endocardite, infecção à distância).
O abscesso esplênico é uma condição rara, mas grave. Embora o trauma possa ser uma causa, a maioria dos casos resulta de disseminação hematogênica de infecções à distância (como endocardite bacteriana), infecções adjacentes ou imunossupressão. A mortalidade é alta, especialmente em casos múltiplos, e o diagnóstico por TC é crucial.
O abscesso esplênico é uma condição rara, mas potencialmente fatal, que exige alta suspeição clínica e diagnóstico rápido. Caracteriza-se pela formação de uma coleção purulenta no parênquima esplênico, geralmente manifestando-se com dor em hipocôndrio esquerdo, febre, adinamia e leucocitose. Ao contrário do que se possa pensar, o abscesso esplênico raramente é causado por traumatismo abdominal direto. A etiologia mais comum é a disseminação hematogênica de bactérias a partir de um foco infeccioso distante, como endocardite bacteriana, infecções urinárias, osteomielite ou pneumonia. Outras causas incluem infecções adjacentes, imunossupressão (HIV, quimioterapia) e infarto esplênico (comum em pacientes com anemia falciforme ou policitemia vera). Os germes mais frequentemente envolvidos são Staphylococcus, Streptococcus (incluindo Enterococcus) e bactérias Gram-negativas entéricas. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada do abdome o método de escolha. A mortalidade é significativa, podendo ser de até 80% em casos de abscessos múltiplos não tratados e em torno de 15% para abscessos únicos. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada e, frequentemente, drenagem percutânea ou esplenectomia, dependendo da apresentação clínica e radiológica.
As principais causas incluem disseminação hematogênica de infecções à distância (ex: endocardite bacteriana, infecções urinárias, osteomielite), infecções adjacentes (ex: pancreatite, abscesso subfrênico), imunossupressão, infarto esplênico (anemia falciforme) e, menos comumente, trauma esplênico.
Os germes mais frequentes são bactérias Gram-positivas como Staphylococcus (especialmente S. aureus) e Streptococcus (incluindo Enterococcus), e bactérias Gram-negativas entéricas como Escherichia coli e Klebsiella. Fungos podem ser encontrados em pacientes imunocomprometidos.
O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem do abscesso, que pode ser percutânea guiada por imagem ou cirúrgica (esplenectomia parcial ou total). A escolha depende do tamanho, número e localização dos abscessos, bem como da condição clínica do paciente.
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