HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2022
Os abscessos esplênicos são raros e, geralmente estão relacionados a pacientes com alguma imunossupressão. Na maioria dos casos o tratamento mais resolutivo é a esplenectomia. Sobre a etiologia dos abscessos, assinale a correta.
Abscesso esplênico → etiologia mais comum é disseminação hematogênica.
A etiologia mais comum dos abscessos esplênicos é a disseminação hematogênica de uma infecção a partir de um foco distante, como endocardite infecciosa, infecções do trato urinário ou infecções intra-abdominais. Embora outras causas como trauma ou infecção por contiguidade existam, a via sanguínea é a predominante, especialmente em pacientes imunocomprometidos.
O abscesso esplênico é uma condição rara, mas grave, que exige alta suspeição clínica, especialmente em pacientes com fatores de risco. Embora o baço seja um órgão com rica vascularização e função imunológica, ele pode ser alvo de infecções, resultando na formação de abscessos. A compreensão de sua etiologia é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tema relevante para a prática clínica e provas de residência. A principal via de infecção que leva à formação de abscessos esplênicos é a disseminação hematogênica. Isso significa que bactérias ou fungos de um foco infeccioso distante viajam pela corrente sanguínea e se alojam no baço, formando o abscesso. Condições como endocardite infecciosa, infecções do trato urinário, pneumonia, osteomielite e infecções intra-abdominais são fontes comuns de bacteremia que podem levar a abscessos esplênicos. Pacientes imunocomprometidos, como aqueles com HIV, em quimioterapia ou transplantados, são particularmente suscetíveis. Outras etiologias incluem a infecção por contiguidade (ex: pancreatite infectada, diverticulite), infecção de um cisto esplênico pré-existente e infecção secundária a um trauma esplênico. No entanto, a via hematogênica permanece a mais prevalente. O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada, e o tratamento geralmente envolve antibioticoterapia e drenagem, com a esplenectomia sendo reservada para casos mais complexos ou refratários.
Os principais fatores de risco incluem imunossupressão (HIV, quimioterapia, transplante), endocardite infecciosa, infecções intra-abdominais (diverticulite, apendicite), trauma esplênico, hemoglobinopatias e uso de drogas intravenosas. A presença de um foco infeccioso distante é comum.
Os agentes mais comuns são bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Streptococcus spp.) e Gram-negativas (Escherichia coli, Klebsiella spp., Salmonella spp.). Em imunocomprometidos, fungos como Candida spp. também podem ser encontrados. A cultura do abscesso é essencial para o tratamento direcionado.
O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia prolongada e drenagem do abscesso, que pode ser percutânea guiada por imagem ou cirúrgica. Em casos de abscessos múltiplos, grandes, ou falha da drenagem, a esplenectomia é frequentemente o tratamento definitivo e mais resolutivo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo