HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Com relação aos abscessos esplênicos, sabe-se que a sua grande maioria tem como origem:
Abscesso esplênico → maioria por disseminação hematogênica (embolia séptica).
A principal via de infecção do baço é a hematogênica, onde bactérias de um foco distante (como endocardite, infecções urinárias ou cutâneas) viajam pela corrente sanguínea e se alojam no tecido esplênico, formando um abscesso. Outras causas são menos comuns.
O abscesso esplênico é uma condição rara, mas grave, caracterizada pela formação de uma coleção purulenta no parênquima esplênico. Sua importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade se não diagnosticado e tratado precocemente. A epidemiologia mostra que pacientes imunocomprometidos ou com condições predisponentes têm maior risco. A compreensão de sua etiologia é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia mais comum envolve a disseminação hematogênica de bactérias, geralmente estafilococos ou estreptococos, a partir de um foco infeccioso distante, como endocardite, infecções urinárias ou cutâneas. Essas bactérias formam êmbolos sépticos que se alojam no baço, um órgão ricamente vascularizado, levando à formação do abscesso. O diagnóstico é suspeitado por sintomas inespecíficos como febre, dor abdominal no quadrante superior esquerdo e leucocitose, sendo confirmado por exames de imagem. O tratamento do abscesso esplênico é multifacetado, combinando antibioticoterapia de amplo espectro com drenagem da coleção, seja percutânea ou cirúrgica. A escolha da abordagem depende do tamanho, número e localização dos abscessos, bem como da condição clínica do paciente. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico e tratamento precoces, evitando complicações como ruptura esplênica e sepse.
Fatores de risco incluem endocardite infecciosa, imunossupressão, trauma esplênico prévio, infecções intra-abdominais e uso de drogas intravenosas, facilitando a disseminação bacteriana.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada do abdome, que revelam a lesão. Hemoculturas e aspirado do abscesso podem identificar o agente etiológico.
O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia prolongada e drenagem percutânea guiada por imagem. Em casos selecionados ou falha da drenagem, a esplenectomia pode ser necessária.
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