Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Paciente feminina, 68 anos, com obesidade grau III, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, doença renal crônica em diálise e fibrilação atrial, apresenta quadro de febre persistente, dor abdominal difusa e leucocitose há 10 dias. A tomografia computadorizada está apresentada abaixo. Foi iniciado tratamento com antibióticos de largo espectro. Com base no quadro clínico, exames de imagem e antecedentes da paciente, a etiologia mais provável do abscesso esplènico e o tratamento mais indicado:
FA + Febre + Dor em HCE + Imagem hipodensa esplênica → Embolia séptica → Esplenectomia.
Em pacientes com fibrilação atrial e febre, a embolia séptica é a principal suspeita para abscessos esplênicos. O tratamento definitivo frequentemente requer esplenectomia devido à natureza da lesão.
O abscesso esplênico é uma condição rara com mortalidade elevada se não tratada precocemente. A tríade clássica de febre, dor no hipocôndrio esquerdo e esplenomegalia está presente em apenas um terço dos casos. Em pacientes com comorbidades como DM2, DRC e FA, a suspeita clínica deve ser alta para focos embólicos. A fisiopatologia geralmente envolve disseminação hematogênica, contiguidade ou trauma. O manejo envolve antibioticoterapia de amplo espectro associada a procedimentos de drenagem ou remoção do órgão (esplenectomia), sendo esta última a escolha em casos de embolia séptica para garantir a resolução completa do foco infeccioso.
A causa mais provável é a embolia séptica, originada de trombos intracardíacos infectados ou endocardite. A fibrilação atrial predispõe à estase sanguínea e formação de trombos que podem se desprender, causar infarto esplênico e posterior infecção secundária (abscesso).
A esplenectomia é indicada em abscessos multiloculados, rotura esplênica, abscessos muito grandes, falha da drenagem percutânea ou quando a etiologia é embolia séptica persistente, onde o controle do foco exige a remoção do órgão.
Na TC, observa-se uma área de baixa atenuação (hipodensa) no parênquima esplênico, que pode apresentar realce periférico após contraste e, ocasionalmente, presença de gás no interior da coleção, sugerindo infecção por germes produtores de gás.
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