Abscesso Epidural Espinhal: Diagnóstico Urgente em Pacientes com Sepse

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Um paciente portador de doença renal crônica em terapia dialítica há 6 meses através de cateter em veia jugular direita foi internado com febre e calafrios, quando a hemocultura isolou um Staphylococcus aureus. Está na segunda semana de terapia com vancomicina, mas mantém febre e dor lombar. Há 24 horas, passou a apresentar incontinência urinária. Sobre o caso descrito, assinale a alternativa que indica a melhor conduta nesse momento.

Alternativas

  1. A) Solicitar ressonância magnética de coluna lombar
  2. B) Solicitar ecocardiograma bidimensional
  3. C) Associar gentamicina ao esquema
  4. D) Instalar sonda vesical de demora
  5. E) Ampliar o esquema antibiótico, associando um carbapenêmico

Pérola Clínica

Bacteremia por S. aureus + febre persistente + dor lombar + incontinência urinária → Abscesso epidural espinhal. RM de coluna urgente!

Resumo-Chave

Em paciente com bacteremia por Staphylococcus aureus, especialmente em uso de cateter de diálise, a persistência de febre e o surgimento de dor lombar e incontinência urinária são sinais de alerta para um abscesso epidural espinhal. Esta é uma emergência neurocirúrgica que requer diagnóstico rápido por ressonância magnética de coluna para evitar danos neurológicos permanentes, como paraplegia.

Contexto Educacional

Pacientes com doença renal crônica em terapia dialítica, especialmente aqueles com cateter venoso central, apresentam alto risco de infecções graves, sendo a bacteremia por Staphylococcus aureus uma das mais preocupantes. A persistência de febre e calafrios após o início da terapia com vancomicina, juntamente com o surgimento de dor lombar e, crucialmente, incontinência urinária, aponta para uma complicação infecciosa metastática grave: o abscesso epidural espinhal. O abscesso epidural espinhal é uma emergência neurocirúrgica que pode levar a déficits neurológicos permanentes, incluindo paraplegia, se não for diagnosticado e tratado rapidamente. A dor lombar é um sintoma comum, mas o desenvolvimento de incontinência urinária indica compressão medular significativa, exigindo ação imediata. A ressonância magnética (RM) da coluna lombar é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, delinear a extensão do abscesso e guiar a intervenção cirúrgica. Para residentes, é vital reconhecer a tríade clássica de febre, dor nas costas e déficit neurológico em pacientes com bacteremia. A conduta inicial deve ser a solicitação urgente da RM de coluna, pois a demora no diagnóstico e tratamento pode resultar em morbidade significativa. Embora outras complicações como endocardite devam ser investigadas, a prioridade é a avaliação da medula espinhal devido ao risco iminente de lesão neurológica irreversível.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para abscesso epidural espinhal em um paciente com bacteremia?

Os sinais de alerta incluem febre persistente apesar do tratamento antibiótico, dor lombar ou cervical de nova instalação ou piora, e o surgimento de déficits neurológicos como fraqueza muscular, parestesias, retenção urinária ou incontinência urinária/fecal. A tríade clássica é febre, dor nas costas e déficit neurológico.

Por que a ressonância magnética de coluna lombar é a melhor conduta nesse caso?

A ressonância magnética (RM) de coluna é o exame de imagem de escolha para diagnosticar um abscesso epidural espinhal. Ela oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar coleções de pus no espaço epidural, compressão medular e extensão da lesão, sendo crucial para o planejamento do tratamento cirúrgico e para evitar sequelas neurológicas permanentes.

Quais outras complicações infecciosas devem ser consideradas em um paciente com bacteremia por S. aureus e cateter de diálise?

Além do abscesso epidural espinhal, outras complicações graves da bacteremia por S. aureus em pacientes com cateter de diálise incluem endocardite infecciosa (requer ecocardiograma), osteomielite, artrite séptica e infecções metastáticas em outros órgãos. A persistência da febre e novos sintomas focais devem sempre levantar a suspeita de infecção metastática.

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